quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A dita - Retrospectiva

Hoje ainda não é 31, mas como esse blog entrará em recesso porque essa que escreve vai viajar por uns dias sem acesso à rede, resolvi escrever a "retorspectiva" hoje.
Esse ano começou bem, estive com amigas caras nos ano novo, e mesmo achando que me faltou o momento família de todos os anos, foi bom. Foram dias inesquecíveis em Floripa.
Chegou janeiro, e as coisas ainda iam bem. Tive o prazer de passar a primeira noite no meu quarto novo. Mas aí fui expulsa do quarto. (rsrs)
Recebi em uma casa recem reformada duas pequeninas que preencheram os espaços dessa grande morada dos Cherobim. Mírian e Elisa. Duas pessoinhas que a despeito de terem um tamanho pequenino são tão grandes que é difícil de encontrar palavras para descrevê-las.
Fevereiro foram outras emoções tamanhas. Minha querida Geisa - a bióloga que tem medo de aranhas - casou. Casou e foi pra longe, morar fora... Foi bom ver como a Ge não é mais uma menininha... Também casou a Ferpa - Ligia ou Liginha como ela prefere - que felicidade ver meus dois amigos - Ligia e Binho - descobrindo a vida de casados.
Uma coisa que me deixou triste em fevereiro é que nao pude ir na formatura da Rafa... Queria compartilhar com ela aquele momento mágico, e sei que ela me queria lá também, mas não deu, e por isso peço, mais uma vez desculpas pra ela (sei que ela me desculpou várias vezes já, mas é dor na conciência)
As coisas iam bem ainda, em Março voltei a Floripa. Finalmente visitar meu casal de amigos. Final de semana intenso como é nossa amizade.
Nessa altura, a saudade daquelas baixinhas que estiveram aqui em janeiro já era grande. Mas Elisa tinha motivos de sobra pra estar em Curitiba e veio mais uma vez. E eu, com um esforço e uma dor de cabeça que arrumei no trabalho, fui para Porto Alegre em junho.
Porto Alegre!!! O que dizer da minha viagem pra lá!? Ser hospedadas por duas queridas amigas, ver a Mine, conhecer a Grazi, jogo do Grêmio (sem gols), Carol e Pri - ah São Leopoldo - e uma volta de SL de carro com a Carol e o Marcelo que foi algo ímpar. Viagem linda. Pessoas lindas. Obrigada por estarem na minha vida.
Os meses que se seguiram não dá gosto falar. As situação ficou bem complicada. Minha monografia atrasada, problemas na escola, minha avó morrendo em agosto. Tudo parecia péssimo. Talvez nem o momento em abril, quando pensei em desistir e fui salva - heroicamente - pela pequena Formiguinha tenha sido tão ruim quanto os dias que se passaram depois da viagem para POA.
(Re)descobri que nem tudo que se fala é o que se sente e que para algumas pessoas amizade tem significado diferente do meu. Deixa de existir nesse ano algo que eu acreditava ser pra sempre. Uma pena, mas assim são as coisas, cada um tem as amizades que deseja ter...
Um ano difícil. Muito dolorido. Que termina com a esperança de tempos melhores. Sei que tudo o que passei tem um motivo de ser. Acredito que as coisas estão alí para mim e o importante é passar por isso e levantar a cabeça.
Vamos tentar terminar. Não posso mentir, esse ano foi o "bicho da goiaba", desesperador na minha opinião, mas o que me salvou foi poder contar com pessoas como a Leo, a Adri e a Lari, as Barradas, a Mine... Ao amigo Lula que se permitiu e me permitiu sermos confidentes... Até minhas aluninhas que pela primeria vez me viram perto de chorar na frente delas e quase surtaram com isso. A Sueli que me deixou presa no teleférico por 20 minutos. Não posso terminar o ano sem dizer MUITO OBRIGADA, assim, como diz a Ferpa - que também me foi importante - em letras garrafais, caixa alta pra que todos vejam como um letreiro...
Pro ano que vem? Hum... Desejo poder estar com todos que me querem bem - ou por perto - e que o ano que começa, para cada um dos meus - seja repleto de uma felicidade imensa e de coisas boas. Que as coisas ruins do caminho - porque elas sempre vêm - sejam solucionadas com o melhor da gente e que o sorriso esteja alí para aliviar a dor. Que todos nós tenhamos juízo, MAS que não o gastemo todo, pra sobrar um pouquinho pra nossa velhez (tá aí Mine)
Obrigada também aos anônimos que aqui chegam, compartilham e vão embora - mesmo sem uma palavrinha - espero que ano que vem vocês voltem...
Beijocas a todos e RECESSO, porque afinal, todos merecem um banhozinho de mar! :)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aos óculos roubados

Roubaram os óculos de Carlos Drumond de Andrade e um amigo escreveu o seguinte texto:

Até agora, a única suspeita do roubo dos óculos de Carlos Drumond de Andrade,
que pode ser encontrado sentado em um banco da Av. Atlântica, na praia de Copacabana, é uma moça do corpo dourado que tem um balançado que é mais que um poema - é a coisa mais linda que já se viu passar.

Tão linda que se ela soubesse que, quando ela passa, até o Drumonzinho se enche de graça, enrijesse e balança a beira do mar, já teria roubado seus óculos a mais tempo. Mas a estátua que homenageia o grande escritor e poeta Carlos Drumond de Andrade está de braços cruzados sobre as coxas para esconder a prova de seu desejo pela moça do corpo dourado do sol de Ipanema que resolveu desfilar sob o sol de Copacabana e que veio roubar o seu óculos por sentir-se cobiçada pelo poeta que, sem eles, deixa de apreciá-la e de escrever seus maravilhosos poemas.

Após vários testes feitos com o poeta: morenas, loiras, ruivas mulatas, e até um quase mulher para tentar confundí-lo. Decidiram que o poeta já está em plenas condições de receber seu óculos novos. Claro! Ele não vê nada sem eles!

Irão colocar uma câmera. Para que seus óculos não sejam roubados novamente? Ou para ver entre suas pernas quem é a moça do corpo dourado do sol de Ipanema?


Texto: Tito Lys

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Prece


Hoje estamos a caminho da praia, a casa foi inteiramente limpa e está nos esperando. O ano que passamos foi bem complicado, difícil mesmo.

Estamos cansados, eu durmo o caminho pra praia enquanto ele dirige. Hércules está no banco detrás dentro da sua casinha de viagem muito bem presa ao cinto do passageiro.

Quando acordo já estamos lá.

A casa fica à beira mar. É grande, dois andares, temos um quarto em cima, todo branco... Desço, ajudo ele com as coisas, solto Hércules no jardim cercado especialmente por conta dele.

Depois de tudo descarregado, enquanto ele lida com umas coisas na garagem, pego um livro e vou até a beira da praia, é o quintal da nossa casa, e sempre é meio solitária, mesmo no verão...

Ao longe vejo umas criançs brincado, os pais ao lado. Já passa das 17, pouca gente ainda está circulando... Abro minha cadeira perto da casa, embaixo da sobra aconchegante da velha árvore que papai plantou...

Ponho na cadeira o livro e a toalha, tiro os sapatos e como já está o sol se pondo vou até a beira da praia. Molho os pés, sinto o frescor da água salgada aos meus pés e respiro o ar vindo do oceano. Olho no horizonte e o sol está dando seu adeus. Faço uma prece. É tempo de renovação.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Leveza feminina


-- Bom, fazemos assim, vamos ao hotel deixamos as malas... A Leo vai almoçar não sei bem com quem, mas aí encontra a gente perto da loja.

-- Ta.

Assim, eu e Liginha - que passou uma noite aqui em casa com Binho - vamos depois de deixar as malas dos dois no hotel, em direção à Praça do Homem Nú encontrar com a Leo.

Quem fará compras sou eu, mas não resisto à possibilidade de levar duas "personal stilist" comigo. Já no entrar na loja começa a diversão, e quando vejo as duas têm montes de roupas para eu experimentar.

Vamos ao provador, escolho logo o do último andar da loja pra ter sossego, odeio lojas cheias e apertadas.

As duas sentam no chão ao lado de fora enquanto eu desfilo os modelitos:

-- Hum - de dentro do provador - esse nem vou mostrar, apertado... Outro...

-- Ei deixa eu ver...

-- Ah faz isso - mexe numa gola...

-- Olha experimenta essa, aí se ficar boa você tira essa florzinha...

Assim vamos por hora enquanto eu experimento e elas se divertem lá fora do provador... De repente escuto a reclamação:

-- Nossa, que calor...

-- Calor - eu de dentro do provador - nem acho que esteja tão quente assim...

-- Ah, isso é porque hoje você está mais leve que eu.

-- ...

-- ...

-- ...

Foi apenas o tempo de eu colocar a cara pra fora do provador para rolarem as risadas.
-- Como se isso fosse possível!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O dia de ontem

Dia 24 de Dezembro de 2009. A casa acordou cedo, pois muitas coisas precisavam ser feitas. Havia a casa toda pra arrumar, um café da manhã pra ir, uns presentes de última hora pra comprar, pernil pra colocar no forno, enfim, todas essas coisas de festa que precisam ser arranjadas...
-- Bom dia!
-- Bom dia! Filha, vem tomar café, aí quero que você tire a papelada da mesa alí que vou arrumar os pratos... Tem que terminar a iluminação do jardim, e....
-- Tia, eu tenho o café da Leda pra ir!
-- Ai, é verdade havia esquecido, vê se não demora pra voltar...
A arrumação começa, guarda uma coisa alí, guarda outra lá, tira o presépio pra por no jardim...
-- Alguém sabe se as luzes da Sagrada Família está funcionando?
-- ...
-- ...
-- Ok, vejo quando voltar, vou tomar um banho...
Saio pro café da Leda:
-- PUTZ, o presente!!!!!!!
Volta pegar presente e corre pro café. Festa boa, já tem uns 10 anos (talvez mais,talvez menos) que ela faz o café. Pelo menos é certeza de um enconro por ano...
-- Meninas, tenho que voltar pra casa, aquilo deve estar fervendo...
-- Eu te levo...
-- Então vamos...
Já em casa vou direto pras luzinhas...
-- Oh, alguém viu o conjunto de luzes azuis que piscam? Sei que tem...
-- Ah, acho que estão aqui...
-- Ui que bolo... Deixe comigo... AAAAAA, faltam estensões... Vou alí buscar...
Tudo pronto lá fora, luzes testadas embaixo de chuva mas funcionando.

-- Ai, quase 6 horas, preciso fazer o video com as fotos...
Outra correria, WMM que não funciona, trava, não salva... Começa tudo de novo, e vai, tira efeitos de transição... Salva...
-- Ai, quase 7 tenho que tomar banho, o coral fará o aquecimento às 7 e 15...
Salva como dá... Irmã acerta o dvd, não passa, decido de outra maneira.
O coral na missa como sempre lindo, Deus ajeita as vozezinhas do povo...
Voltamos pra casa e o povo está à nossa espera. Quase na hora do vozão começar. Às 10 horas ele começa.
-- Seguindo a tradição, a Simone lerá a passagem bíblica...
Leio com um sentimento diferente esse ano. Minha vó não está... Na sequência o vô faz a reflecção, conta a história do Nono e de como ele foi entrevistado por uma equipe de tv uma vez e disse pra eles que o melhor presente da vida dele estava alí, a família, todos em volta dele, com a alegria típica de uma família italiana...
-- ... O que eu quero que vocês entendam é que não sou eu ou a Luciana (minha avó) que mantem vocês juntos, mas sim essa coisa de família que é o que somos...
Aí aproveitei a deixa, passei o meu video... Rimos bastante e o vô começou a entrega dos presentes... A bagunça começa aí... Um mais barulhento que outro, e tudo fica mais divertido quando se começa a experimentar os presentes... A entrega termina com a cadeira de praia da tia, que imediatamente é armada e usada (rsrsrs)...
Depois disso vamos pra cozinha, a ceia, muita comida boa, afinal italianos lembram!?

Eis que meio da confução que estava a ceia chega com sua roupa "leve e fresquinha" nosso bom velhinho de sempre, Papai Noel. A festa não estaria completa sem ele...
Eu fui dormir às 2 da manhã, mas o povo ainda cantava lá fora e não sei até que horas foram...
Havia uma preocupação no ar ontem, por conta da vó, mas parece que o esforço coletivo pra manter a alegria deu certo... Ao que parece todos estavam pensando igual.
Mais um Natal, mais uma festa maravilhosa e mais uma vez tudo PERFEITO. Minha vozinha certamente está feliz também.
Feliz Naal para todos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A notícia


-- Semana que vem terei uma novidade pra te contar.
-- (Olhar desconfiado) Vai deixar a gente? Você tá de brincadeira, não é!? Vai ficar só lá na outra escola? Vai me abandonar aqui?
-- Ei sua boba, nem abriu concurso de remoção...
-- Sei...
E foi assim que passei curiosa o fim de semana. Uma certeza estranha de que ela estava aprontando alguma.
Já na semana seguinte, segunda, aquela correria toda na escola, e no meio da confusão a notícia:
-- O Cosme passou no concurso pra professor da UTFPr...
Que alegria!!!! Afinal não é pra qualquer um. Mas o que se podia esperar dessa união perfeita entre a mais nobre das "humanas" com à base da "lógica". O Universo só tem uma escolha nesse caso: Conspirar totalmente à favor.
A alegria foi surpreendida pela continuação da notícia:
-- ... em Apucarana.
-- Eu sabia. Sabia que você ia embora pelo tom das palavras que saíram de sua boca. Meu coração não sabe bem o que sentir. Você sabe que estou feliz. Muito mesmo, afinal "UTFPr"!!!! Mas espero que esse sentido de solidão saia do meu coração em breve...
Olha, que Deus ilumine teus caminhos já que será uma mudança radical... E eu, aqui, estarei torcendo por você, pelo Cosme e pela pequenina Carol, que sempre terá um cantinho no coração da Tia Si.
Boa viagem, amiga.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Muralhas Tricolores

Esta semana é de comemoração para os gremistas, e eu não falo fazendo referência ao jogo do domingo passado.
Como diz o ditado popular, um time de futebol competitivo, começa a ser montado pela defesa. E é justamente isso que vamos comemorar. Victor, o nosso atual goleiro, foi eleito o melhor do Campeonato Brasileiro e Danrlei – nosso eterno ídolo – faz seu jogo de despedida dos gramados no próximo sábado.
Eurico Lara – único jogador citado no hino de um clube brasileiro – estaria orgulhoso de ver que seus sucessores são tão qualificados e eficientes quanto ele. Lara foi um excelente goleiro, tanto que foi titular do Grêmio durante 15 anos, mas acima de tudo era um guerreiro que acreditava no seu potencial, tanto que saiu do gramado direto para o hospital e dali só saiu morto. Sim é isso mesmo, Lara fechou o gol do Grêmio no 1º tempo do Gre-nal Farroupilha mesmo doente – dizem que ele tinha tuberculose.
Outro goleiro que jamais será esquecido pelos tricolores dos pampas é Geraldo Pereira de Matos Filho - o Mazarópi, pelos pés e obviamente pelas suas mãos passaram os títulos de campeão da Libertadores de 1983 e o Mundial do mesmo ano. Mazarópi estava presente no maior título do Grêmio e só por isso merece ser idolatrado.
O tempo passou e, no início da década de 90 surge no Grêmio um goleiro de nome no mínimo exótico: Danrlei. A passagem dele pelo clube foi de dar inveja, ganhou Copas do Brasil, campeonatos estaduais, brasileiros, libertadores, infelizmente perdeu o Mundial. Mas isso não faz da carreira dele no Grêmio menos brilhante.
Em um dos momentos mais difíceis e mais emocionantes da história do Grêmio surge o Galatto. Ele fez parte de um time que conseguiu que os gremistas voltassem a acrediar no Grêrmio e de dizer com todas as letras, eu tenho orgulho de ser gremista.
Hoje, nosso “arqueiro” Victor, é conhecido por suas defesas incríveis, para muitos surreais. Títulos? Isso ele ainda não conquistou, porém nunca duvide do Grêmio um time onde os atacantes raramente são os protagonistas.

Texto: Iasmine Eidelwein (mine)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desapontamento


Faz dias que anda isso parado e eu estou com umtexto prontinho pra postar... Mas para hoje reservo com tristeza o espaço para o texto de uma amiga. Não, a tristeza não é pela amiga, mas pelo conteudo do texto. Sinto-me triste por tê-la levado ao estádio do Couto Pereira e deixado que ela presenciasse aquilo. Um grupo de vândalos que se intitulam torcedores mas que não são, invadiu o campo após o apito final dando um espetáculo de selvageria para o mundo. Pena que alguns pensam que o curitibano é assim...


"Como muitos aqui sabem, eu sou casada com um torcedor do coxa, e nesse final de semana resolvemos deixar nossa casa aqui em Florianópolis e torcer para o verdão.
No pré-jogo, muita animação da torcida do lado de fora, grande mobilização, torcedores pintando o rosto, pais com filhos pequenos.
Vi um senhor com um bebezinho de 6 meses, a esposa e uma criancinha.
Muita movimentação no Alto da Glória, mas nada de confusão, entrada totalmente sossegada no estádio. Muita organização, distribuição de "papel higiênico", bolas de sopro verde e branca e tal...
Ah, ficamos na arquibancada mesmo, do lado da Império Alviverde.
Entram os jogadores em campo, Green Heel de extintores, fiquei parecendo um doende verde!!! Fora da realidade, muita organização pra tudo funcionar na mesma hora!
O atraso do FLU, jogo nervoso, entretanto, EU NUNCA VI UMA TORCIDA DAQUELA! É impressionante como todo mundo, da criancinha ao vovô canta as musicas do time que, por sinal, são fáceis de apreender e pegam rápido. E não param um minuto sequer, mas não é o que acontece em nossa torcida, onde só canta a alma, ou só a Fanáutico, é aquela massa verde cantando e repetindo que ama o clube.
Jogo pegado, primeiro tempo foi muito mais pro coxa, segundo tempo mais equilibrado.
Tiveram muitas faltas não dadas, uma falta que merecia cartão vermelho prum jogador do Fluminense, arbitragem duvidosa...
O Binho tinha me falado dias antes: "Acho que se o coxa for rebaixado, vai dar merda!"
E não deu outra.
FIM DE JOGO! Vários torcedores do coxa, mais precisamente da IAV, invadiram o campo, como muitos viram. Inicialmente acho que havia pouco policiamento, deveria ter sido destacado um contingente maior de policiais.
Pedra, pau, ferro, cadeiras voando, papéis pegando fogo, cai um policial, vários torcedores machucados...
Resultado: Correria, desespero da maioria dos torcedores comuns, assim como eu, barulho de tiros que, por mais que fossem de borracha, machucam, como eu vi gente passar do meu lado ferida! Impossível não conter o choro de medo e desespero!!!! E a preocupação com meus familiares que sabiam que eu estava lá e estavam vendo aquilo na TV.
No corre-corre subimos para o segundo anel (vimos o jogo do primeiro), onde havia várias familia, amedrontadas como nós, sentadas esperando para poderem deixar o estádio.
Ora, mas como se lá fora era outro campo de batalha!? Estrondo de bombas, tiros!!! Momentos de verdadeiro horror!!! Depois de muito tempo no estádio esperando, conseguimos sair e voltar para o hotel sãos e salvos!!!
A torcida do coxa nao merecia ser traída por alguns idiotas, agora vão ser penalizados (merecidamente), pela culpa de poucos!!!
Acho que fica a lição!"
Mais do que medo ontem, senti vergonha. Vergonha por aqueles que deixaram de ser torcedores pra virar marginal. Merecem ser presos. Mais. Merecem ser banidos dos estádios pra sempre. É hora de torcedores de verdade terem sossego dentro dos estádios. Campo que temos alí é de futebol e não de batalha.


Texto em destaque: Ligia Arruda.



sábado, 28 de novembro de 2009

O acampamento


-- Ja venho.
-- ...
Ele sai da barraca. estamos há 3 dias num acampamento perto de uma cachoeira linda. Somos um grupo razoável: Cinco barracas.
A nossa; Maria e Pedro; Os irmão Anjos - Thiago e Mateus; uma barraca das meninas - Paula, Madalena, Lunciana e Luiza e uma outra que usamos como "despensa".
Aquela noite havíamos ficado conversando ao pé do fogo como costumávamos fazer nos tempos do Grupo. Relembramos coisas incríveis. Não fazia muito que deixáramos o Grupo, mas parecia muito mais...
Já estranhava a demora quando escutei ele voltando. Falava baixinho com alguém, provavelmente Pedro - os dois sempre verificavam tudo antes de deitar... Abri a porta da barraca pra que ele entrasse e, para minha surpresa, ele trazia duas taças e uma garrafa de vinho nas mãos. O meu preferido, como sempre.
-- Vinho!! Mas como você trouxe isso sem eu ver?!
-- Hum... Segredos de um bom amante.
Sorrio enquanto coro, pois é o que posso fazer diante de tal afirmativa.
-- Olha, acho que está na temperatura que você gosta. Só a garrafa está mi molhada porque estava no rio. Cuidei pra não perder o rótulo...
-- Ah, então era isso!!! Não sabia o que você, Thiago e Pedro tinham ido amarrar rio acima...
Agora é a vez dele sorrir sem jeito por perceber que noto quase tudo o que faz, mesmo que discretamente....
-- Mas... Existe uma razão especial para esse vinho?
-- Hum... Pode ser...
-- ...
-- Mang, tenho umas fotos aqui que trouxe para você ver.
-- ???
-- Olha esse lugar.
Ele me passa um maço de fotos, e enquanto vou olhando ele vai abrindo o vinho...
São fotos de uma casa. Uma casa perfeitamente decorada. A biblioteca - ainda vazia de livros - com a laleira e umas poltronas aconchegantes; uma sala de jantar clássica com uma louça maravilhosa. Um lugar que parecia ser uma futura sala de TV.
A cozinha inteiramente funcional. Uma escada discreta leva ao andar superior. Lá em cima, três quartos. Uma suíte - com um banheiro perfeito - e mais dois quartos que ainda não tem decoração nenhuma mais um banheiro social.
Embaixo ainda havia o quintal. Ao que parecia se podia ver da janela da cozinha. Uma piscina. Lá atrás quase uma casa nova. Quarto, cozinha, banhieros (por causa da piscina), churrasqueira...
Cada foto era seguida de um comentário meu para ele sobre o que eu pensava de cada ambiente... Estava habituada àquilo, pois fazia já um tempo que conversávamos sobre essas coisas. Mas quando cheguei na última foto meu coração quase parou.
Era a foto da garagem. Nela um carro. O carro dele. E ele parado ao lado, com uma rosa que brilhava na mão acenando para o fotógrafo.
Olhei para ele. Meus olhos já cheio de água, tentei dizer algo mas ele foi mais rápido.
-- Amor, essa casa ficaria perfeita de verdade se junto com esse bonitão aí que já é o dono dela, estivesse a muher mais apaixonante do mundo.
E uma rosa apareceu do nada e notei um anel preso nela.
-- ...
-- Mang, casa comigo?
Uma lágrima escorreu do meu olho. A felicidade era absurda.
-- Enfim... Acho que temos realmente algo pra comemorar...
-- ...
-- Eu não perco essa vida ao teu lao por nada, amor...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rede de cooperação


É tempo das cavernas. Uma mulher estava no shopping das cavernas passeando (leia-se fazendo gastos de seus pedregulhos), quando ao longe avista um homem das cavernas conhecido e ao começar a levantar a mão pra um cumprimento percebe uma "menininha das cavernas" chegando e beijando o homem das cavernas.
Imediatamente se esconde e observa. Ao certificar-se de que aquele homem das cavernas era mesmo o marido de sua amiga das cavernas. Pega seu telefone celular de pedra e faz uma chamada para uma outra amiga das cavernas e assim começa a grande rede.
Essa amiga das cavernas liga pra outra, que liga pra outra e que liga pra outra até que a mulher traída das cavernas é avisada.
Mas nessa altura já existe uma rede de mulheres das cavernas no shopping vigiado o malandro das cavernas e a mocinha sem vergonha das cavernas.
A mulher traída das cavernas chega e as amigas das cavernas já têm um plano das cavernas pra pegar o malandro, um plano de auxílio para a amiga das cavernas que vai ficar sozinha e um outro para acabar com o marido traidor das cavernas que acabará sem nenhum pedregulho para dar à mocinha sem vergonha das cavernas e terminará mais sozinho que nunca.
Tudo sai como planejado.
Essa, meus caros, é a origem da cooperação. O resto é balela!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Adeus


Estava lá, sentada na beira do Lago com os pés pra dentro d'água vendo o sol se pôr. Algo inquietava o meu coração, mas não tinha certeza do que era...
Senti que ele chegava mas nao me virei, estava alí em meu mundo, e naquele momento distante de tudo...
Ele veio, sentou ao meu lado. Me abraçou e me beijou demoradamente... Percebi algo diferente:
-- O que houve?
-- Preciso de dizer uma coisa...
-- Uma coisa?!
Tirei meus pés da água e me virei para ele. Sério. Parecia ao mesmo tempo triste e confuso...
-- Esse Lago sempre nos trouxe momentos tão bons... Não queria que fosse aqui...
-- Bem... Estamos aqui... Aqui terá que me dizer.
Ele me olhou nos olhos e em seguida baixou o rosto. Seu semblante era triste e pesaroso e meu coração já sabia o que era...
-- Eu vou embora. Tenho uma viagem longa para fazer e depois da viagem entrarei em retiro...
-- ...
-- Talvez pra sempre...
Eu não tinha o que dizer, apertei meus braços em volta do seu corpo e recebi o abraço de volta. Naquela noite ficamos alí. Foi a nossa despedida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A viagem

-- Hey, você aí?! Tá pensando em que?
-- Nada...
-- ....
-- Sei lá...
-- O que está incomodando?
-- Eu não sei direito. É uma sensação de vazio... Uma coisa que dá aqui na barriga... Às vezes acho que as coisas podem não dar certo, sabe?!
-- Sei...
-- Sabe mesmo?!
-- Ahan... Medo. Eu também tenho.
-- Ah sério?!
-- HAHAHA Claro, oras... Todo mundo tem. É o medo que nos mantem seguros...
-- ...
-- Não to dizendo pra deixar de se arriscar, apenas acho que ter medo nos faz pessoas mais sensatas... Claro, muitas vezes o medo não nos permite fazer coisas que podem nos ser úteis, por isso temos que aprender a controlar, no entanto ter medo é normal...
-- Ah.... Mas mesmo assim...
-- Olha, vamos fazer assim: Quando chegar a hora, se você sentir muito medo, fecha os olhos e se concentra...
-- ...
-- Mas se concentra mesmo, bem fundo... Olha dentro de você... No seu coraçãozinho... Bem alí você vai me encontrar, aí lembre-se que eu pedi pro meu anjinho da guarda dar uma força pro teu...
-- ...... ( um sorriso pelo canto da boca e uma lágrima a escorrer dos olhinhos)
-- Eu sempre vou estar torcendo por você. Boa viagem!
Um abraço termina a conversa...

sábado, 21 de novembro de 2009

O abraço


Estávamos sentados os dois no tapete do quarto vendo televisão. Eu deitada em seu peito, ele distraidamente passeando as mãos pelos meus cabelos...
-- Amor!?
-- Oi!
-- Estive pensando?
-- Hum, bem que estranhei você quietinho aí, sem fazer comentários nenhum do filme...
Ele ri sem graça, olho pra cima e acaricio seu rosto bem barbeado e lindo...
-- Amor! Obrigado?
-- Ora, por esse carinho!!! Claro, sempre que estiver ao meu lado poderá tê-lo. Terei sempre um prazer em fazê-lo...
-- risos
-- risos
-- Sério, amor...
-- Eu sei... É que não sei porque.
-- Por me amar e por se deixar amar... Me ama sem preço, sem cobrança nenhuma, simplesmente me deixa estar em sua vida...
-- ...
Sem palavras me aconchego no peito dele. Ele sabe o que eu tenho pra dizer... Num abraço delicioso recomeçamos a ver o filme em silêncio.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Copa do Brasil de Futebol feminino


Na noite dessa quinta-feira Curitiba viveu um momento único. A equipe de futebol feminino Novo Mundo recebeu as "sereias" do Santos para a primeira partida das quartas de final da Copa do brasil de Futebol feminino. E eu estive lá...
Eu e mais 8499 pessoas. Muitas das quais - incluindo euzinha - foram até o Estádio Couto Pereira - casa do Coritiba - apenas pra ver a exibição de Marta. E ela deu o show. Fez gol, passou bola, driblou. Na real que eu daria tudo pra ter a Marta no Paraná Clube. O Santos não deu chance: Aos 15 minutos Marta abre o placar com umlindo chute de fora da área. Aos 31', ainda no primeiro tempo, Marta dá uma bola redonda pra Maurine ampliar o placar. Vem o intevalo e a esperança do gol Novo Mundino é bem pequena nas arquibancas. O Novo MUndo resistia bravamente e a goleira Ana Paula segurava uma bola atrás da outra. Passes incríveis da "rainha" Marta que acabavam sempre nas mãos de Ana. Mas aos 42 minutos o preparo físico das curitibanas cobrou seu preço. Angélica num chute indefensável e Cristiane (aos 46 de penalty) ampliaram o placar. Novo Mundo 0 X 4 Santos.
Ao final do jogo Marta, em entrevista aos repórteres no campo disse estar surpresa com o futebol apresentado pelas curitibanas e ficou mais impressionada ainda quando oube que elas não treinam todos os dias e que trabalham em outras coisas. Nenhuma atleta do Novo Mundo recebe salário pra jogar bola então têm outro emprego.
Isso, claro, refletiu-se em campo. O Santos veio com um time profissional - 99% das atletas são da seleção brasileira -, preparo físico impecável, tática bem montada, ... ; o Novo Mundo veio com meninas que jogam muito mas não são somente atletas, o preparo físico é idispensável para um jogo como esse, mas o mais bonito foi ver que, apesar de muitas pessoas terem ido ver a Marta jogar, a nossa torcida era para as meninas do Novo Mundo. Pras Curitibanas. Nosso Estado foi muito bem representado e a festa foi pra elas. Torcida organizada e com sinalizadores vermelhos pra quando as meninas entraram. Ao fim do jogo arquibancadas aplaudindo de pé a garra dessas garotas. Como a própria Marta disse: "Elas mostraram que são uma boa equipe, que sabem jogar. Tiveram algumas chances e dificultaram para a gente. Eu nem imaginava que não treinam todos os dias e que não puderam se concentrar. Se continuarem assim serão uma equipe que vai disputar títulos no Brasil"
Imagina isso com patrocínio então!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Hércules


Domingo de sol. A quanto tempo não temos isso! Parece que de fato o inverno está acabando...
Estou na cozinha, demorei pra acordar e quando me levantei ele já não estava mais na cama. Desci e a mesa estava posta, olhei pela janela e o ví alí, no gramado, sem camisa, suava em bicas...
Río, ver a cena é sempre deliciosa, Hércules, nosso cachorro, deixa ele maluco. Corre de um lado para outro passando pelas pernas dele... Os dois parecem se divertir muito.
Sento-me à mesa. Sirvo-me de café. Uns paezinhos... Fico alí, escutando a bagunça dos dois lá fora... Lembro de quando ele trouxe o Hércules pra casa, uma bolinha de pelo todo dourado. Carinha de coitadinho... Não pude resistir... Nada naquela coisinha dizia o que ele se tornaría...
Ah, não, Hércules não é um cão malvado não, mas é do tipo que gosta de aprontar. Bagunceiro como só ele. Um cachorro companheiro - aliás, essa foi a desculpa pra me comprar o cahorro, mas óbvio está que ele é que se diverte mais com o Hércules...
Quando ele não está, o Hércules não desgruda de mim, eu que saio pra passear, dou comida, carinho, brinco com ele - e tente não brincar!... Mas quando ele está em casa perco o Hércules. Os dois se divertem tanto que olhá-los me deixa feliz... É engraçado ver a relação dos dois...
Termino meu café. lavo o que resta da louça e guardo as coisas. Subo, troco de roupa e vou pra fora. Pego a mangueira e bem de mansinho chego onde os dois estão no jardim. Um jato bem em cima dos deles...
A princípio vejo uma cara de surpresa, mas o susto logo passa e os dois vêm correndo em minha direção. Sofro um ataque em massa!!!
Depois de um tempo alí brincando me rendo:
-- Ah, chegaaaa, não aguento mais, me rendo, me rendo...
Latidos e risadas preenchem os espaço...
-- Vamos, amor, é sério, precisamos ver o almoço...
-- Está bem. Hércules! Chega! Vamos guardar as coisas...
Olho para os dois se afastando, ainda sentada na grama e penso na sorte que tenho de viver ao lado do homem que amo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Paixões. Paixões! Paixões?

Paixões. O que será que leva o ser humano a isso?
Escrevo esse texto por conta do futebol. Hoje, o tão famoso esporte bretão é uma fábrica de dinheiro. Juízes "mal preparados" arbitram tendenciosamente. Alguns jogadores com salário bombásticos, patrocinadores exigindo a entrada de um ou outro jogador, dirigentes passando a mão no dinheiro de clubes grandes, a "prostituição" de jogadores deixa o amor a camisa de lado...
E mesmo sabendo de tudo isso, mesmo conscientes da grande máfia do futebol, nos movemos como uma massa - umas maiores outras menores - para os estádios torcer para nossos times. E como falamos deles com amor. Como brigamos por ele, como suamos ao dizer das conquistas...
Uma derrota é motivo pra improprérios absurdos contra os jogadores, contra o árbitro, contra os dirigentes e mesmo contra o time adversário. Sempre é o outro lado que erra. Nunca meu time joga mal, ou foi garfado ou deu azar numa bola x ou y.
Já vi homens chorando pelo seu time. É uma paixão louca e muitas vezes sem limites. E aqui chegamos. Onde estão os limites das nossas paixões? Existe hoje um problema nos estádios e que a maioria das pessoas ligam às torcidas organizadas. Já presenciei muitas vezes pessoas pertencentes a essas que se dizem organizadas para as equipes mas que torcem e se organizam para si mesmas, saírem para o estádio prontas pra brigar. Já vi encontro de torcedores de times adversários jogarem foguetes uns nos outros no meio de pessoas que nem de futebol gostam, já percebi quase brigas em shopping porque dois grupos de equipes distintas se "cruzaram" antes do clássico que aconteceria dois dias depois...
Sería disparate da minha parte acusar aqui as torcidas sem uma prova cabal, e até nem acredito que os lideres dessas não almejem brigas... No entanto, obvio está, que isso precisa acabar, e as torcidas voltarem a torcer para o time. Gritos que nobilitam a própria torcida deveriam ser extintos e as richas entre torcedores acabar dentro do campo.
Por causa do futebol conheci grandes pessoas - tá nem tão grandes assim - e que hoje fazem parte da minha vida como bons amigos. Estamos em lados diferentes na maioria das vezes, no entanto somos capazes de assistir a uma partida e sentar a mesa sem um matar o outro.
É possível que por ser uma paixão - perturbação ou movimento "desordenado" dos ânimos - isso não acabe. Mas acredito que as coisas bacanas do futebol - o choro, a emoção de um gol, as palavras da arquibancada (que param alí), as risadas, as piadinhas com os amigos quando ganhamos, a comoção humana a despeito de qualquer torcer - triunfe...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Texto

Estou sentada à frente do computador. A casa é um silêncio imenso. Abro minha caixa de e-mail e vejo um que foi encaminhado. Abro. Leio atentamente, mas já na primeira quadra choro.
Vejo a ferida que não quer curar sangrar mais uma vez. Deixo o pranto escorrer a cada frase, a cada palavra, cada letra... Ele chega nesse instante e me vê ali. Inconsolável...
-- Mang, o que houve?
-- Nada... - digo em meio ás lágrimas.
Mas ele sabe que não é verdade e vem em minha direção. Um abraço me entrega e o choro aumenta...
-- Quando vai passar? Será que vai passar?
-- ...
O texto que me põe nesse estado é de Martha Medeiros e me fez lembrar da minha avó. Três meses. Esse é o tempo que não convivo com ela. Tento pensar em coisas do dia a dia e me lembrar do que minha fé me diz, mas momentos como esse - em que os amigos se lembram de nós - pregam uma peça em meu coração...
-- Amor - diz ele suavemente - Eu sei que dói, mas estou aqui...
Meu abraço se aperta. Termino de chorar. Ele seca minhas lágrimas com um amor infindável... Vou ao banheiro. Tomo uma ducha... Quando saio do banho ele me espera com o jantar pronto.
Olho tudo aquilo e do meu coração desperta uma oração: "Obrigada, meu Deus, por ela ter tido tempo de me ensinar tudo o que pode antes de ir." Sento-me à mesa com ele e as conversas nos levam pra lugares menos triste... Mas certamente minha vovó não "morrerá" tão cedo...

sábado, 31 de outubro de 2009

São Francisco do Sul


-- Amor?
-- Fala, Mang.
-- Sabe o que eu encontrei ontem?
-- Não, amor, você não me contou ainda...
-- ...
-- ...
-- Chato!
-- (risos) Vai, conta.
-- Eu estava mexendo em uma caixa que veio da casa da mamãe e estavam lá as fotos do tempo do Grupo...
-- Ah! Que máximo!
-- Separei um álbum... Vou mandar refazer algums fotos pra por em porta retratos...
-- Posso saber qual álbum separou?
-- Hum... Um de São Francisco do Sul...
Nesse instante olhei para ele e vi o sorriso maroto que eu adoro e ele viu no meu olho a pergunta que eu não fiz. As lembranças daqueles dias circulavam pelas nossas cabeças... Quantas vezes falamos do acampamento no Forte de São Francisco e descobrimos que olhávamos para o mesmo acontecimento por ângulos distintos...
A única coisa que combinava nas histórias era a parte e que dizíamos:
-- Eu jamais esquecerei daquele acampamento.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O que é Liberdade


A liberdade não é só sair de trás das grades. Esta é a liberdade física. A verdadeira liberdade é poder ser, poder pensar, poder falar. É deixar falar e deixar pensar. A verdadeira liberdade é aceitar o outro, o diferente.
Liberdade não é dizer eu sou livre; a verdadeira liberdade é ser livre.
A verdadeira liberdade não ter a liberdade de ser submisso ao pseudo legalismo; ter liberdade é dizer não ao autoritarismo e enfrentá-lo.
Ter liberdade é poder olhar nos olhos dos outros e fazer com que os seus descendentes se orgulhem de você, inclusive pelos seus erros.
Ser livre é ser ético. É respeitar. Não é vestir máscaras para praticar chacotas.
Muita gente foi presa durante a ditadura e não aprendeu a ser livre; tornou-se simplesmente liberta. Ser liberto não é ser livre.
Não é fácil ser livre. Pouquíssimas pessoas são livres.

By Mauro Cherobim

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Chile, uma passagem rápida


-- ...
-- Lari, nas fronteiras chilenas ainda morre muita gente por conta de minas terrestres deixadas alí durante a ditadura...
-- Sério, Si.
-- É, mas o golpe de estado divide muito as opiniões por aqui, o melhor é nem falar nisso...
-- ...
E assim conversávamos no meio de um passeio pelo centro de Santiago. Estávamos indo em direção a uma feira que nos foi recomendada por uma amiga minha:
-- Si, los frutos. No te olvides de ellos...
Uma multidão de pessoas nos atropelava em meio a barracas de um mercado ao ar livre. Peixes, carnes, frutas, verduras, "pasteles" e um montão de coisas mais. O "pastel de choclo" não se pode deixar de esperimentar...
Mas o que mais nos encanta no Chile é sua hospitalidade. Com uma camiseta contendo uma bandeira do Brasil pintada a mão, parecíamos celebridades passando por alí...
-- Si, prova essa frutinha aqui...
-- Que delícia. O que é?
-- Não sei, fiquei com medo de perguntar...
-- hauahua
-- hauahau
Andamos mais um pouco, comprei umas coisas pra comermos no hotel enquanto a Lari se empanturrava com uma empanada. Não era ainda 9 da manhã, os passeios prometiam. Encontramos com Cecília - nossa anfitriã - na escola onde trabalha. Cecília é professora de alemão em uma escola no Chile. Entramos e passeamos pela escola enquanto esperávamos que a aula terminasse:
-- O Estado subsidia todas as escolas chilenas... Eles tem um programa modelo de educação.
-- Hum...
Quando olhei pro lado, para me assegurar de que estava sendo ouvida, peguei uma mocinha de olhos brilhantes e sorriso aberto para um rapazote sorridente do outro lado do pátio, que assim que percebeu que eu olhava desviou o olhar... Fiz o mesmo. Ao virar o rosto vi Cecilia vindo em nossa direção. Boa desculpa. Nos juntamos as 3 e fomos almoçar para o passeio da tarde. Olhei pelo canto do olho e vi um aceno e um papelzinho sendo lançado ao chão... Certamente teria um endereço eletrônico nele...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Paciência

Sentadas à mesa:
-- Ai pessoal, não dá mais. Aquele bairro é longe e desolado demais...
-- Ah, mas é por pouco tempo... Passa a margarina, por favor.
-- É, é por pouco tempo, daqui a uns anos já tem até banco por lá...
-- Daquei alguns anos!!!! Nem pensar...
-- rrsrs
-- rsrsrs
-- rsrs
-- Não, sério - leite? - vocês estão cheios de planos de sair de lá...
-- Mas isso já faz 3 anos!!! Não dá mais.
-- Olha só... Não... deixe quieto...
-- ...
-- Ah não!!! Vai falando... Odeio quando você faz suspense, Mang... Já que apontou, atire.
-- Hum... Então olha, não podia estar contando nada, mas penso que você deve esperar mais um pouquiiiiiiinho...
-- Ah, ela sabe de alguma coisa.
-- Mang!?
-- Não posso meninas - Olha essas bolachinhas aqui.
-- Hum, e o café está uma delícia.
-- Ai, Mang...
-- Ana, nada de pressa. Tudo no seu tempo.
-- Mas isso não é justo, você já sabe de algo que eu não sei!!
-- rsrs
-- Ei, Cintia, você também sabe?
-- ... (olhar de paisagem!!)
-- haha
-- Vocês duas...
-- Querida, apenas escute o que eu digo. PACIÊNCIA.
-- Ara, Mang...
-- Pão de queijo?
-- ...
-- ...
-- ...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Plantão

Estou sentada lendo meu livro até que adormeço. Não queria chegar a esse ponto, mas o plantão parece mais longo do que precisa ser.
No meu sonho viajo aos dias em que eramos apenas adolescentes, acampando com a turma e rindo por qualquer bobagem. Os fogos de conselho... A gente inventando coisas cada vez mais malucas para diversao absoluta de todos...
As canções e jogos dos chefes... Tudo em seu tempo e com a mística devida... Como era bom... Ouço então a cançao mais desejada: "porque perder as esperanças de nos tornar a veeeer, por que perder as esperanças, se há tanto querer...." Nossas mão entrelaçadas alí, como um só corpo. Deus, Pátria e Próximo...
Sinto um leve toque em meus cabelos. Os dedos encaracolando uma mecha perto da orelha, acordo:
-- Boa noite, Mang.
-- F, que bom que chegou. Que horas são?
-- Quase 1.
Mexo-me e sinto o corpo dolorido e frio. Ele me dá a mão, me levanta da poltrona carinhosamente, um beijo e um abraço... Subimos os dois. Ele cansado, eu com a sensação do passado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do professor

Chego em casa. O cansaço é enorme após mais um longo dia de trabalho. As crianças gritam o tempo todo, dentro e fora das salas, pelos corredores... Vou direto pro quarto deixar as coisas e decidida a tomar um banho. Entro no quarto e entre outras coisas em cima da minha cama vejo um vaso de flores... Flores brancas:
Feliz dia dos professores.

É o que diz o cartão. Sento na cama com o vaso nas mãos. Penso no di de hoje e de quantos lembraram que hoje era dia do professor... As meninas no corredor dizendo entre dentes: "parabéns profe"... Um sorriso maroto: "Cafezão hoje em profe! Parabéns!" Um sorriso, um abraço... Uma maça embrulhada com um laço bem bonito...
Hoje, apesar do cansaço me sinto feliz, me sinto gratificada por ter escolhido a profissão que já foi da minha avó.
Não vivo num outro mundo onde ser professor é fácil, não, a vida hoje de quem professa é bem complicada: alunos armados em sala, bate boa com professores e alunos o tempo todo, pais que não educam seus filhos e pensam que a escola tem essa função, mals salários e péssimas condições de trabalho - como salas de 50, 60 alunos...
No entando, poder dividir o que sei com outros é meu maior prazer e saber que alguém me vê feliz e se faz feliz com isso também é legal!
Cheiro as flores. Sorrio. Leio mais uma vez o cartão. A letra é inconfundível. Pego o telefone e disco um número...
-- Alo!?
-- Oi, obrigada!
-- ...
-- ...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A cidadezinha


Estava eu sentada na praça daquele lugar no meio do nada. Um lugar cujo nome não me lembro de tão pequeno que era...
A praça é o centro do lugr; ao redor dela está tudo. Numa ponta a prefeitura, no lado inverso a igreja - não se sabe qual foi erguida antes. Estão alí ainda a padaria, uma agência bancária, a farmácia, uma loginha dessas que vendem tudo - tudo mesmo - e uma agência dos correios.
E é dalí que ele sai com seu sorriso maravilho aberto de ponta a ponta do rosto. Obviamente fez o que queria:
-- Então?
-- Ah, Mang, tenho certeza de que vão adorar... Você e suas idéias maravilhosas...
Sorrio. Ele senta-se a meu lado com seu livro na mão. Atrás de nós um velhinho empurra o carrinho com o cesto de lixo e o som da vassoura no chão preenche o espaço. O sol banha de luz mais um dia...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Aprontando

-- Alô!
-- Oi...
-- Então, vamos?
-- Ah, não perco por nada...
-- Quer que eu passe te pegar?
-- Seria ótimo! Tenho que levar as coisas que preparei!
-- Rá! Estou louca pra ver a cara que fará!
-- (risos)
-- (risos)
-- Vou tomar um banho, me arrumo e te espero.
-- Ah, tudo bem. Mas eu ainda demoro um pouco.
-- Eu sei, mas eu disse: "vou tomar um banho."
-- Aaaah! (risos)
-- (risos)
-- Passo por aí umas 19 e 30...
-- Ótimo, assim chegamos com tempo de sobra. E as outras?
-- Já estão todas combinadas, só faltava alguém pra te pegar...
-- Será perfeito...
-- É... Perfeito...
-- ...
-- ...
-- Então te vejo às 19 e 30.
-- Em ponto.
-- Tchau.
-- Até.

sábado, 3 de outubro de 2009

Cumplicidade

Estava sentada no pier, longe, pensando em como as coisas aconteceram de repente e eu me vi no meio de um embaralhado de coisas... Procurando descobrir quando foi que eu fiquei tão triste a ponto de não ter ânimo nem pra estar feliz naquilo que mais gosto de fazer... Ele veio, sentou ao meu lado e sentiu o que estava no meu coração:
-- Hey, porque essa tristeza? Onde foi parar minha alegria, meu porto seguro?
Uma lágrima escorreu do meu olho...
-- Eu não sei...
-- ...
-- Você lembra do velho rabugento da Pollyanna? Eu me sinto como ele agora, não há nada que me deixe feliz no momento...
Ele me deu um abraço e ficou em silêncio comigo por um tempo. Quando viu que eu não me moveria dali naquele instante, levantou-se e foi para dentro; eu precisava ficar só por uns minutos...
Não me lembro de quanto tempo fiquei alí pensando nas coisas e deixando que a tristeza escorresse em lágrimas, mas quando o vento frio começou a açoitar resolvi entrar. Ainda havia sol apesar dele estar chegando no horizonte. Entrei na casa e ela estava num silêncio estranho... Procurei por ele no térreo e nada. Meu coração bateu mais forte: "Onde teria ido?" Subi as escadas. Passei direto pela sala de TV e fui pro nosso quarto...
Quando abri a porta foi incrível! Eu jamais poderia imaginar algo como aquilo. O quarto, cuidadosamente mobiliado e branco reluzia as cores do arco íris. Todas elas estavam alí repedidas várias vezes em todos os espaços do quarto... Quando olhei pra janela o vi sorrindo ao lado do milhares de cristais que estavam pendurados alí...
-- Sempre podemos achar algo bom!
Eu apenas lhe sorri o meu melhor sorriso. Um sorriso franco e cheio de amor. Um sorriso agradecido por ele me mostrar que está do meu lado e que as coisas podem ficar bem ruins, mas estaremos juntos. Andei em direção a ele naquele mundo colorido e encantado em que ele havia transformado nosso quarto.
-- Obrigada!
E um beijo selou nossa cumplicidade.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Poema para a secretaria

Eu trabalho numa escola
Que tem um povo que me degola,
Se eu almoço na padaria
Já começa a romaria:

Não esquece do meu Baton!
Eu quero um branco e um marron!
Você comeu o meu antes,
então dois é pouco e não bastante.

É a mesma coisa todo dia,
Mas não dá para negar
Que de maneira bem sadia

Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar,
Tem chocolate todo dia
Pra alegrar a secretaria.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Chamada telefônica


-- Alô?!
-- Oi...
-- Aaaaaa, ooooi, que delícia escutar tua voz!
-- hehe Como você está garotinha?
-- Estou bem?
-- Você sumiu.
-- Ah eu sei, desculpe, tantas coisas...

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-- hahahaha claro ora, tá pensando que vai falar assim comigo? hahaha
-- hahahaha exato, ainda mais contigo...
-- ai ai, quanto tempo....
-- Pois é...
-- Ah, mas minha próxima viagem já tem data pra acontecer.
-- Quando será?
-- Outubro. Só não tenho certeza se dia 12 à noite ou 13 pela manhã. Preciso passar pegar meu diploma...
-- O queee!!!! Não acredito que você não pegou isso ainda...
-- Pois é...
-- Ah mas isso é porque tu te formou ontem, não é!?
-- ahuahauha é... Me formei em 2002, maluca...
-- 2002!!! Nossa, tudo isso!!!
-- Pois é, a Rafaela até já saiu da faculdade...
-- ahuahua
-- ahuahua

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-- Ei garotinha, acho que teremos que deixar esse papo pra terminar pessoalmente.
-- Ah com certeza... Por falar nisso, tenho pouso aí?
-- Ah claro, a casinha do cachorro lá na churrasqueira está sempre disponível pra ti...
-- hauahuaua
-- hauahua
-- Perfeito.
-- Nos vemos então?
-- Sim, mas eu ligo mais perto pra acertar os detalhes...
-- Tchau.
-- Tchau...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Lari



-- Qual a coisa que mais dá medo ao ter 17 anos?
-- Saber que ainda/só falta um ano pra ser maior de idade...
Faz um tempo eu conheci a Adri, a gente trabalhava junto e eu descobri como ela e especial... A gente sempre sai junto e fomos ficando mais amigas e tal... Ficar mais amigas implica em conhecer as famílias, e a Adri tem um tesouro, a Lari. Ela é que tá com 17 anos, fez ontem, e como prometi, escreverei pra ela.
Bem, a Lari, essa pequenina, é minha companheira de estádio. Estamos em geral as duas sentadas nas arquibancadas tricolores torcendo - já que é o que nos resta mesmo - para que nosso time decole de vez e nos volte a alegrar. O legal é que a gente se diverte com qualquer coisa no estádio: A Gralha, o povo xingando, as pernas dos jogadores... Até os gols que uma vez ou outra saem pro nosso time...
Tem um jeitinho de dizer "ara siii" que é impossível resistir... Tudo bem que já me chamou de autista, mas eu perdoo ela por isso... A Lari é bailarina... Eu sou besta quando falo em balet então quando eu falo que a Lari é bailarina já digo tudo.
Nessa conversa aí em cima foi dificil chegar a um acordo sobre o que de fato a assusta: se a maioridade e as responsabilidades ou deixar a escola e os amigos depois de tanto tempo juntos... Ontem eu conheci a turma... Vê-los juntos foi inspirador. A jovialidade dos 17 anos rindo e se divertindo. Os olhinhos da Lari com os amigos... Amigos que estão mais do que inspirados nesse último ano da escola e até aprontando estão... Foi bom, apesar de intimidador... Estranha no ninho...
Lari, gosto pra caramba de você. Fazer 17 ou 18 ou ainda 19 ou 20 não nos faz mais maduras e/ou responsáveis. A vida, essa sim, e as coisas que passamos é que nos tornam adultas. Responsabilidades não dependem da idade e você deveria saber disso pois dançou por anos no Guaíra e sabe bem o que é responsabilidade... E depois, se você for uma adulta como a adolescente que você é, será uma pessoa maravilhosa.
Deus guie teus passos sempre.
Vou postar dois videozinhos com minhs músicas de bailarina preferidas:






terça-feira, 22 de setembro de 2009

Direitos do leitor


Para o escritor francês Daniel Pennac, os direitos imprescritíveis do leitor são:
1.O direito de não ler.
2.O direito de pular as páginas.
3.O direito de não terminar de ler o livro.
4.O direito de reler.
5.O direito de ler no importa o quê.
6.O direito ao “bovarysmo” (doença textualmente transmissível).
7.O direito de ler não importa onde.
8.O direito de “colher aqui e acolá”.
9.O direito de ler em voz alta.
10.O direito de se calar.

sábado, 19 de setembro de 2009

Atena

"Sua imagem é muito representativa para o tipo de sua personalidade. Podemos observar que ela usa armadura, dardos, lança e elmo, veste-se como uma donzela guerreira. E como tal, aprende desde cedo a combater estando bem armada e com defesas firmes para o ego. É uma deusa da independência assim como sua irmã Ártemis da mitologia. No mito, ambas carregavam armas e nenhuma delas possuíam amante e consorte, pois os atributos masculinos e femininos já existem em sua personalidade que é andrógena por essência. Isso significa que não precisam de um homem que reflita as qualidades do sexo masculino de agressividade, racionalidade e autoridade. Ela representa a sabedoria, a inteligência, a sagacidade, o vigor, a prudência e a criatividade. É considerada companheira espiritual dos grandes heróis, está sempre presente ao lado deles, sendo leal, inspiradora e aguçando-lhes a inteligência prática. Fornece sentimento de grupo, orgulho cívico, destreza militar, concentrando a ousadia excessiva do povo e sublimando esta energia nas provações e nos triunfos da paz e da guerra. Em épocas de paz, seu sábio aconselhamento ajuda a desenvolver as instituições sociais, artísticas e intelectuais. Na guerra, sua virgindade e força simbolizam a impenetrabilidade e a pureza espiritual diante de qualquer ataque.
Atena é representada por mulheres que estão, literalmente, no mundo. Elas envolvem-se com tudo na sociedade moderna: editoração, direção, entrevistas, organização, produção, contestação, administração e pesquisa. Geralmente estão em evidência devido a sua energia extrovertida. São profissionais bem sucedidas e empreendedoras. Inspiram o teatro, a arte, a política e a filosofia. São excelentes políticas, envolvem-se com a arena de debate político, com pessoas e idéias, e na criação e implementação de reformas sociais. Os bate-papo dos mercados também lhe chamam a atenção. São sensíveis às relações entre homens e capazes de ajudar a tornar grupos coesos. Seu espírito de luta permite que estejam na vanguarda de novas iniciativas. São corajosas e incansáveis. Partilham com os homens as virtudes heróicas da lealdade, perseverança e sinceridade de propósito.
Quando crianças aprendem rápido a dominar a linguagem e argumentar. Possuem um ego forte que logo a tornará briguenta e combativa como os meninos. Porém, preferirá brincar com eles do que com as meninas, aceitando tanto as brigas corporais como verbais. Estas competições e disputas a tornaram mais rija e obstinada. Isso a ajudará a superar qualquer senso de inferioridade diante dos meninos, firmando sua auto confiança, que será muito útil, na vida adulta. Gostará de palavras, jogos de palavras e discussões, principalmente aquelas em que dá a última opinião. Esta capacidade poderá tornar-se um grande trunfo, seu principal instrumento ou arma de combate. Poderá utiliza-lo em profissões como jornalismo, advocacia, medicina ou política. Embora goste de vencer, não procurará dominar só pelo prazer de dominar, podendo também demonstrar ser uma menina espiritualmente iluminada. Exitará em chorar pelo que quer e dificilmente usará das artimanhas de para seduzir e conseguir seus objetivos. Pode ser também muito apaziguadora, acabando com animosidades que surgirem em seu caminho."

Legal!? Se eu fosse uma deusa seria Atena! Como sei? Fui aqui e respondi o questionário! Divirtam-se e me contem! Atena ganhou apenas por 5 pontos de Afrodite! :p

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Conversa ao pé do ouvido

Estou sentada na varanda do quarto do hotel nas montanhas vendo o pôr do sol quando ele senta a meu lado e me tira dos pensamentos....
-- Onde você está?
-- Hum...
-- Está tudo bem?
-- Sim, eu acho...
-- Quer falar sobre isso?
-- Sobre o que exatamente?
-- O que te levou pra longe de mim...
-- Hum... Desculpe... Mas esse lugar, as meninas... É tão bom estar juntos...
-- Mas...
-- Penso sobre tudo que vivemos juntas. Sobre as coisas que nos dissemos já e sobre o que deixamos de dizer. Sei que eu deixei de dizer muita coisa e relevei tantas outras porque entendia e compreendia o jeito de cada uma. Mas percebo que a recíproca não é verdadeira e que os ferimentos estão reabrindo com uma força que não esperava.
-- ...
Em silêncio ele me abraça ao sentar-se ao meu lado e me estimula a falar:
-- Ando sempre na corda bamba. Sempre cuidando das coisas que falo porque não quero ferir. Mas parece que nunca acerto. Firo se não digo nada. Firo se rio. Machuco se respondo algo que não foi perguntado pra mim. Erro se deixo de dizer algo....
Quando estou feliz nem sempre encontro a disposição de estarem felizes comigo. Mas sempre tenho a disposição para estar feliz ou triste com alguém...
-- ...
As lágrimas começam a brotar dos olhos:
-- Eu não erro o tempo todo, mas parece que somente sou solicitada quando precisam de mim... Quando sou "competente" pra resolver um problema ou fazer um desabafo... Não tenho o direito de estar de mal humor ou de ter um tempo pra ser ouvida... Parece que isso não me compete nunca...
-- Do que exatamente você está falando? O que aconteceu?
Já não falo mais, as lágrimas não permitem. Ele, como sempre, me abraça em silêncio e se cala. sabe que o que eu podia falar estava dito. Sabe que tem mais coisa que precisa ser dita, mas não pra ele. Mas em seu amor ele me abraça mais forte:
-- Pois eu sempre terei o tempo que você precisar...
Mais lágrimas caem, sei que ele está alí, mas não pode resolver o que sinto agora.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fronteiras

Mais uma vez venho a esse espaço pra refletir. O que sou? Como sou? Porque sou?
Conviver é a coisa mais contraditória desse mundo. Exige de nós que conheçamos o outro e a nós mesmos pois existe nessa relação uma fronteira invisível que dão o nome de limite. Pois. Se essa fronteira é invisível como saber que estamos indo além dela? E mais, como saber que e SE podemos ir mais além ou não?
Por favor, quem tiver a resposta pra essas perguntas me diga, porque eu não sei mais o que fazer, afinal, minha alfândega fica num lugar e de outros fica em outro. Acho tão triste as palavras usadas que machucam mas acho amis triste não perceber o limite das outras pessoas... Afinal, apesar de minha linha divisória ficar ser mais curta, ela também é atravessada às vezes e eu me calo por saber que amigos nunca fazem com o intuito de ferir...
Sei lá. To triste.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A pequenina de Alegrete

-- É, eu sou uma extra terrestre!

-- hahahaha

Assim, Mírian Barradas ficou conhecida por ET. Mas isso foi a muito tempo, num tempo em que ela ainda era uma menininha...

Quando a conheci, eu via nela a menininha de Alegrete, a irmã da Elisa... Passamos uns dias bem interessantes em Curitiba no Janeiro de 2009... Levei as duas para uns passeios e fiz coisas das quais tinha até medo, apenas pra ver as duas felizes... Mírian era minha companheira nos passeios pra que eu não fosse “vela” e isso foi legal, porque aproveitamos pra conversar bastante...

Mas foi na volta pra Alegrete que as cosias se estreitaram... Mírian era caloura da UFRGS e teria que deixar a pequena cidade que a viu crescer para um mundo louco, enorme e concreto que é Porto Alegre. Conversamos muito sobre isso e foi nesse instante que nossa amizade se transformou em algo sólido...

Naqueles dias antes da viagem definitiva pra POA eu conversava com uma adolescente prestes a mudar de vida e totalmente apavorada com o novo mundo que poderia encontrar...

Hoje ainda não faz um ano, mas Mírian encontrou em Porto Alegre mais do que a faculdade. Encontrou um mundo que a está ensinando a ser grande... Descobri isso no outro dia, quando pela primeira vez ela me disse:

-- Tu não esquece esse apelido...

Sei que já conversamos sobre isso, mas não se pode negar que não se considerar mais um extra terrestre é um sinal de que você mudou e que num repente descobriu outras pessoas como você. Inteligente, experta, bacana, companheira, disposta, alegre... Descobriu que querer mais não é algo que te deixa diferente... Descobriu que, além de uma irmã, tem uma companheira pra dividir tudo (lembra de como era antes?) e que essa relação só vai crescer cada vez mais.

Pequenina, estou aqui sem palavras... O que eu queria de verdade era te dar esse abraço de aniversário e você sabe que falo a verdade sobre isso... Uma vez conversamos sobre família e eu disse que podias sempre contar comigo como uma irmã. Continuo dizendo isso e mesmo percebendo com orgulho o quanto você cresceu nesse tempinho em POA, ou ainda o quanto cresceu o teu relacionamento com a Elisa nesse tempo, continuo por aqui sempre à disposição. O que eu, aqui de longe desejo? Apenas e tão somente que você seja extremamente feliz, já que é o que eu posso fazer...



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Roma, um dia de arquitetura


Estamos no Coliseu. Tudo é tão grande, estou longe quando sou questionada:
-- Tá aí?
-- Ahan
-- Esse lugar é lindo...
-- É...
-- ...
-- ...
-- O que tu tá pensando?
-- Hum... Em como esse lugar foi usado...
-- Diversão?
-- Hum... Entretenimento cruel para os "ricos"...
-- Lá vem tu filosofando de novo...
-- Ha ha ha... Mas você já parou pra pensar que a audiência desse lugar condenava ou não os perdedores do duelo? Polegares pro alto vida. Polegares pra baixo, morte...
-- ...
-- As pessoas que lutavam eram escravos. Lutavam pela própria vida e ainda tinham que fugir de leões e ... Dificilmente alguém saia vivo dessa arena... Todos eram condenados à morte pela "aristocracia romana" antes mesmo de entrarem na arena...
-- ...
-- ...
-- Onde vamos depois?
A Italia tem muitas coisas bacanas. Paisagens exuberantes e Roma é riquíssima em arquitetura. Nesse dia fiz a Florzinha caminhar comigo pela cidade. Cada fonte, cada igreja, cada prédio antigo teve seu devido registro fotográfico...
Foi um dia bom, apesar de cansativo e a companhia da Mine pelas ruas de Roma foi ótima. No entanto, ao fim do dia, já no hotel, ainda tive a sensação de pequenez diante do poder que governa o mundo...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jack e sua terra média

-- Nefe, vamos comigo à Nova Zelandia?
-- Hum... O que tem lá pra nós?
-- ... (cara de quem promete grandes passeios)
-- ... (cara de quem espera uma resposta objetiva)
-- Acho que podemos aproveitar bem o lugar...
-- Tá... Vamos nessa.
-- Legal!

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Ao desembarcar em Wellington, capital da Nova Zelandia, fomos recebidas por nosso guia. Jack era uma amigo que conheci a quando veio ao Brasil fazer um passeio, e agora estava retribuindo a hospedagem...
Fomos até sua casa. Os pais de Jack tem um café e eles moram em cima. A casa é uma graça, parece de fora, uma casa de bonecas. Fomos recebidas por uma familia alegre e que parecia contente com nossa chegada... Não tive bem certeza do que o Jack contou de sua ida ao Brasil, mas pude perceber que minhas conversas com Jack pela net estavam surtindo um efeito mais interessante do que eu previa...
Nefe foi abraçada pela família de Jack e logo estava contando todas as aventuras que tivemos em Portugal antes de resolver ir pra Wellington. Jack nessa hora aproveitou pra me tirar do tumulto, e me levou para um pequeno terraço ao lado da casa....
-- Que bom que estão por aqui.
-- Gostei de ter vindo também...
-- Fiz um roteiro de passeios, já que ficarão um mês pensei que pudessemos estar bastante tempo juntos... Tirei férias pra poder ser um guia perfeito.
-- Jack... Você sabe que não precisa fazer isso...
-- Sim, eu sei... Mas eu quero...
Jack veio em minha direção e levou suas mãos para meu rosto... Afastou delicadamente uns fios de cabelo do canto da boca... O seu toque provocou algo inesperado em mim, não estava preparada praquilo e fui surpreendida pela vontade de beijar Jack... O silêncio estava queimando entre nós... Ele veio aproximando-se...
-- Hey vocês dois! - Nefe entra no terraço - Ai, desculpem... Almoço...
Nossos primeiros dias em Wellignton nos levaram à alguns passeio interessates. Fomos à um parque aquático e também fizemos alguns passeio históricos como nossa ida ao porto...
.

Mas os planos de Jack iam muito além da cidade. Ele nos levou pra um passeio pelas terras newzelandesas... Uma barraca de dois quartos foi nosso refúgio por uns 20 dias e as paisagens uma mais incrível que a outra.

No nosso último dia na estrada, Nefe sentou a meu lado em silêncio e vi que seus pensamentos estavam bem longe dalí. Tirei minha flauta do bolso e entoei sua canção preferida. Jack estava guardando as coisas no carro depois de termos tomado nosso café da manhã. Nefe continuou no silêncio e vi a lágrima escorrer pelo canto do seu olho.
-- Tudo bem, querida?
-- Tudo sim... É que...
-- ...
-- Obrigada por me trazer às "Terras Médias".
Sorri pra ela. E voltei a minha flauta. Meu coração também estava um pouco nostálgico. O aeroporto mais uma vez ia separar-me de jack.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dois que são um


-- Eu sozinho não chego à felicidade, preciso do outro para isso. No entanto é na meditação e no silêncio que me compreendo e compreendo ao outro...
Nesse ponto estava o monge que nos recebeu no templo onde passaríamos alguns dias no Butão quando chegamos ao nosso "aposento". Esse templo é apenas um dos milhares espalhados por esse país "vertical" na cadeia do Himalaia.

O Butão é um país Budista e dar mais importancia ao Índice de Felicidade Bruta do que à economia faz com que seja um lugar onde o cartão de crédito é uma coisa quase desconhecida...O lugar é lindo. Os turistas são sempre bem recebidos. Ontem andamos quase o dia inteiro para chegar ao fim da tarde no templo. Quando chegamos uma neblina já cobria o monte...

Hoje pela manhã acordei mais cedo que ele e desci para o pátio do templo ainda escuro. A mesma neblina que descia pela montanha no começo da noite d eontem ainda estava ali, mas o movimentos rápido e silencioso dos monges já trazia vida ao lugar.

Desci com uma manta e duas almofadas e escolhi calmamente o lugar. Sentei e deixei a almofada dele junto à minha em cima da manta estendida, pois sabia que ele chegaría a tempo. Quando os primeiros raiso do Sol começaram a aparecer eu fechei os olhos e comecei a cadenciar a respiração... Suspirei quase como num murmurio quando senti a presença dele sentando ao meu lado:

-- Bom dia!

-- Bom dia, Mang!

Estendi minhas mãos até as dele e entrelacei meus dedos com os dele. Nossa respiração começa a sincronizar quando ele também fecha os olhos e concentra-se até que estamos no mesmo ritmo. Quase escutei o coração dele batendo com o meu...

Naquele momento fomos apenas um...



sábado, 29 de agosto de 2009

Machu Pichu

Faz alguns dias que estamos no Peru. Estou completamente entorpecida pelas belezas desse lugar. Mas nada se compara ao que vivemos ontem.
Eu e F saímos cedo do hotel, alimentados e prontos pra uma caminhada completamente sem ar. Mas nos dispusemos a isso e fizemos. Nosso guia nos prometeu histórias fantástica durante a subida. Fomos para Machu Pichu por uma trilha diferente da costumeira. A princípio achei estranho, mas como não confiar no homem que amamos? F já tinha feito essa trilha antes e disse-me que valia mesmo a pena.
De fato percebi já no primeiro contato com o guia que os dois eram velhos amigos. Além de nós, estavam Claudia e Julio - amigos de muito tempo. Julio, F e o guia relembravam a última vez que haviam estado juntos e tudo parecia muito bom, pois riam exageradamente.
A caminhada foi bem mais difícil do que eu esperava, mas os rapazes foram bem compreensivos comigo e com Claudia. F muitas vezes me olhava sabendo que eu estava quase morta e querendo parar. Mas ao perceber em seus olhos que existia algo especial pra irmos com esse guia não podia deixar de me animar e continuar.
Depois de horas de subida exaustiva chegamos a um platô. Logo alí estaría Machu Pichu era só chegar na beira... No entanto Juan, nosso guia, segurou-me pelo braço e pediu que esperasse... Chamou Claudia e nos pediu que fechássemos os olhos. Com um pouco de medo, mas com a certeza de poder confiar nos rapazes, fechamos os olhos e fomos guiadas até a ponta do platô, sempre com a recomendação de manter os olhos fechados. Ao estarmos no lugar certo, Juan disse:
-- Podem abrir os olhos.
E ao perceber que estávamos com os olhos abertos continuou:
-- Bem vindas à terra dos meus antepassado...
Fiquei sem ar. A visão que estávamos tendo da terra lá em baixo era incrível. Machu Pichu me pareceu muito mais espetacular que qualquer outro lugar no mundo. Percebi que F chegou perto de mim e segurei sua mão. Quis que aquele momento fosse meu e dele pra sempre. Olhei em seus olhos e ele pode ver a lágrima que havia formado no canto do olho.
-- Obrigada...
Foi o que consegui dizer...