Esta semana é de comemoração para os gremistas, e eu não falo fazendo referência ao jogo do domingo passado.
Como diz o ditado popular, um time de futebol competitivo, começa a ser montado pela defesa. E é justamente isso que vamos comemorar. Victor, o nosso atual goleiro, foi eleito o melhor do Campeonato Brasileiro e Danrlei – nosso eterno ídolo – faz seu jogo de despedida dos gramados no próximo sábado.
Eurico Lara – único jogador citado no hino de um clube brasileiro – estaria orgulhoso de ver que seus sucessores são tão qualificados e eficientes quanto ele. Lara foi um excelente goleiro, tanto que foi titular do Grêmio durante 15 anos, mas acima de tudo era um guerreiro que acreditava no seu potencial, tanto que saiu do gramado direto para o hospital e dali só saiu morto. Sim é isso mesmo, Lara fechou o gol do Grêmio no 1º tempo do Gre-nal Farroupilha mesmo doente – dizem que ele tinha tuberculose.
Outro goleiro que jamais será esquecido pelos tricolores dos pampas é Geraldo Pereira de Matos Filho - o Mazarópi, pelos pés e obviamente pelas suas mãos passaram os títulos de campeão da Libertadores de 1983 e o Mundial do mesmo ano. Mazarópi estava presente no maior título do Grêmio e só por isso merece ser idolatrado.
O tempo passou e, no início da década de 90 surge no Grêmio um goleiro de nome no mínimo exótico: Danrlei. A passagem dele pelo clube foi de dar inveja, ganhou Copas do Brasil, campeonatos estaduais, brasileiros, libertadores, infelizmente perdeu o Mundial. Mas isso não faz da carreira dele no Grêmio menos brilhante.
Em um dos momentos mais difíceis e mais emocionantes da história do Grêmio surge o Galatto. Ele fez parte de um time que conseguiu que os gremistas voltassem a acrediar no Grêrmio e de dizer com todas as letras, eu tenho orgulho de ser gremista.
Hoje, nosso “arqueiro” Victor, é conhecido por suas defesas incríveis, para muitos surreais. Títulos? Isso ele ainda não conquistou, porém nunca duvide do Grêmio um time onde os atacantes raramente são os protagonistas.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Texto: Iasmine Eidelwein (mine)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Faz dias que anda isso parado e eu estou com umtexto prontinho pra postar... Mas para hoje reservo com tristeza o espaço para o texto de uma amiga. Não, a tristeza não é pela amiga, mas pelo conteudo do texto. Sinto-me triste por tê-la levado ao estádio do Couto Pereira e deixado que ela presenciasse aquilo. Um grupo de vândalos que se intitulam torcedores mas que não são, invadiu o campo após o apito final dando um espetáculo de selvageria para o mundo. Pena que alguns pensam que o curitibano é assim...
"Como muitos aqui sabem, eu sou casada com um torcedor do coxa, e nesse final de semana resolvemos deixar nossa casa aqui em Florianópolis e torcer para o verdão.
No pré-jogo, muita animação da torcida do lado de fora, grande mobilização, torcedores pintando o rosto, pais com filhos pequenos.
Vi um senhor com um bebezinho de 6 meses, a esposa e uma criancinha.
Muita movimentação no Alto da Glória, mas nada de confusão, entrada totalmente sossegada no estádio. Muita organização, distribuição de "papel higiênico", bolas de sopro verde e branca e tal...
Ah, ficamos na arquibancada mesmo, do lado da Império Alviverde.
Entram os jogadores em campo, Green Heel de extintores, fiquei parecendo um doende verde!!! Fora da realidade, muita organização pra tudo funcionar na mesma hora!
O atraso do FLU, jogo nervoso, entretanto, EU NUNCA VI UMA TORCIDA DAQUELA! É impressionante como todo mundo, da criancinha ao vovô canta as musicas do time que, por sinal, são fáceis de apreender e pegam rápido. E não param um minuto sequer, mas não é o que acontece em nossa torcida, onde só canta a alma, ou só a Fanáutico, é aquela massa verde cantando e repetindo que ama o clube.
Jogo pegado, primeiro tempo foi muito mais pro coxa, segundo tempo mais equilibrado.
Tiveram muitas faltas não dadas, uma falta que merecia cartão vermelho prum jogador do Fluminense, arbitragem duvidosa...
O Binho tinha me falado dias antes: "Acho que se o coxa for rebaixado, vai dar merda!"
E não deu outra.
FIM DE JOGO! Vários torcedores do coxa, mais precisamente da IAV, invadiram o campo, como muitos viram. Inicialmente acho que havia pouco policiamento, deveria ter sido destacado um contingente maior de policiais.
Pedra, pau, ferro, cadeiras voando, papéis pegando fogo, cai um policial, vários torcedores machucados...
Resultado: Correria, desespero da maioria dos torcedores comuns, assim como eu, barulho de tiros que, por mais que fossem de borracha, machucam, como eu vi gente passar do meu lado ferida! Impossível não conter o choro de medo e desespero!!!! E a preocupação com meus familiares que sabiam que eu estava lá e estavam vendo aquilo na TV.
No corre-corre subimos para o segundo anel (vimos o jogo do primeiro), onde havia várias familia, amedrontadas como nós, sentadas esperando para poderem deixar o estádio.
Ora, mas como se lá fora era outro campo de batalha!? Estrondo de bombas, tiros!!! Momentos de verdadeiro horror!!! Depois de muito tempo no estádio esperando, conseguimos sair e voltar para o hotel sãos e salvos!!!
A torcida do coxa nao merecia ser traída por alguns idiotas, agora vão ser penalizados (merecidamente), pela culpa de poucos!!!
Acho que fica a lição!"
Mais do que medo ontem, senti vergonha. Vergonha por aqueles que deixaram de ser torcedores pra virar marginal. Merecem ser presos. Mais. Merecem ser banidos dos estádios pra sempre. É hora de torcedores de verdade terem sossego dentro dos estádios. Campo que temos alí é de futebol e não de batalha.

Texto em destaque: Ligia Arruda.
sábado, 28 de novembro de 2009
-- Ja venho.
-- ...
Ele sai da barraca. estamos há 3 dias num acampamento perto de uma cachoeira linda. Somos um grupo razoável: Cinco barracas.
A nossa; Maria e Pedro; Os irmão Anjos - Thiago e Mateus; uma barraca das meninas - Paula, Madalena, Lunciana e Luiza e uma outra que usamos como "despensa".
Aquela noite havíamos ficado conversando ao pé do fogo como costumávamos fazer nos tempos do Grupo. Relembramos coisas incríveis. Não fazia muito que deixáramos o Grupo, mas parecia muito mais...
Já estranhava a demora quando escutei ele voltando. Falava baixinho com alguém, provavelmente Pedro - os dois sempre verificavam tudo antes de deitar... Abri a porta da barraca pra que ele entrasse e, para minha surpresa, ele trazia duas taças e uma garrafa de vinho nas mãos. O meu preferido, como sempre.
-- Vinho!! Mas como você trouxe isso sem eu ver?!
-- Hum... Segredos de um bom amante.
Sorrio enquanto coro, pois é o que posso fazer diante de tal afirmativa.
-- Olha, acho que está na temperatura que você gosta. Só a garrafa está mi molhada porque estava no rio. Cuidei pra não perder o rótulo...
-- Ah, então era isso!!! Não sabia o que você, Thiago e Pedro tinham ido amarrar rio acima...
Agora é a vez dele sorrir sem jeito por perceber que noto quase tudo o que faz, mesmo que discretamente....
-- Mas... Existe uma razão especial para esse vinho?
-- Hum... Pode ser...
-- ...
-- Mang, tenho umas fotos aqui que trouxe para você ver.
-- ???
-- Olha esse lugar.
Ele me passa um maço de fotos, e enquanto vou olhando ele vai abrindo o vinho...
São fotos de uma casa. Uma casa perfeitamente decorada. A biblioteca - ainda vazia de livros - com a laleira e umas poltronas aconchegantes; uma sala de jantar clássica com uma louça maravilhosa. Um lugar que parecia ser uma futura sala de TV.
A cozinha inteiramente funcional. Uma escada discreta leva ao andar superior. Lá em cima, três quartos. Uma suíte - com um banheiro perfeito - e mais dois quartos que ainda não tem decoração nenhuma mais um banheiro social.
Embaixo ainda havia o quintal. Ao que parecia se podia ver da janela da cozinha. Uma piscina. Lá atrás quase uma casa nova. Quarto, cozinha, banhieros (por causa da piscina), churrasqueira...
Cada foto era seguida de um comentário meu para ele sobre o que eu pensava de cada ambiente... Estava habituada àquilo, pois fazia já um tempo que conversávamos sobre essas coisas. Mas quando cheguei na última foto meu coração quase parou.
Era a foto da garagem. Nela um carro. O carro dele. E ele parado ao lado, com uma rosa que brilhava na mão acenando para o fotógrafo.
Olhei para ele. Meus olhos já cheio de água, tentei dizer algo mas ele foi mais rápido.
-- Amor, essa casa ficaria perfeita de verdade se junto com esse bonitão aí que já é o dono dela, estivesse a muher mais apaixonante do mundo.
E uma rosa apareceu do nada e notei um anel preso nela.
-- ...
-- Mang, casa comigo?
Uma lágrima escorreu do meu olho. A felicidade era absurda.
-- Enfim... Acho que temos realmente algo pra comemorar...
-- ...
-- Eu não perco essa vida ao teu lao por nada, amor...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
É tempo das cavernas. Uma mulher estava no shopping das cavernas passeando (leia-se fazendo gastos de seus pedregulhos), quando ao longe avista um homem das cavernas conhecido e ao começar a levantar a mão pra um cumprimento percebe uma "menininha das cavernas" chegando e beijando o homem das cavernas.
Imediatamente se esconde e observa. Ao certificar-se de que aquele homem das cavernas era mesmo o marido de sua amiga das cavernas. Pega seu telefone celular de pedra e faz uma chamada para uma outra amiga das cavernas e assim começa a grande rede.
Essa amiga das cavernas liga pra outra, que liga pra outra e que liga pra outra até que a mulher traída das cavernas é avisada.
Mas nessa altura já existe uma rede de mulheres das cavernas no shopping vigiado o malandro das cavernas e a mocinha sem vergonha das cavernas.
A mulher traída das cavernas chega e as amigas das cavernas já têm um plano das cavernas pra pegar o malandro, um plano de auxílio para a amiga das cavernas que vai ficar sozinha e um outro para acabar com o marido traidor das cavernas que acabará sem nenhum pedregulho para dar à mocinha sem vergonha das cavernas e terminará mais sozinho que nunca.
Tudo sai como planejado.
Essa, meus caros, é a origem da cooperação. O resto é balela!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Estava lá, sentada na beira do Lago com os pés pra dentro d'água vendo o sol se pôr. Algo inquietava o meu coração, mas não tinha certeza do que era...
Senti que ele chegava mas nao me virei, estava alí em meu mundo, e naquele momento distante de tudo...
Ele veio, sentou ao meu lado. Me abraçou e me beijou demoradamente... Percebi algo diferente:
-- O que houve?
-- Preciso de dizer uma coisa...
-- Uma coisa?!
Tirei meus pés da água e me virei para ele. Sério. Parecia ao mesmo tempo triste e confuso...
-- Esse Lago sempre nos trouxe momentos tão bons... Não queria que fosse aqui...
-- Bem... Estamos aqui... Aqui terá que me dizer.
Ele me olhou nos olhos e em seguida baixou o rosto. Seu semblante era triste e pesaroso e meu coração já sabia o que era...
-- Eu vou embora. Tenho uma viagem longa para fazer e depois da viagem entrarei em retiro...
-- ...
-- Talvez pra sempre...
Eu não tinha o que dizer, apertei meus braços em volta do seu corpo e recebi o abraço de volta. Naquela noite ficamos alí. Foi a nossa despedida.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
-- Hey, você aí?! Tá pensando em que?
-- Nada...
-- ....
-- Sei lá...
-- O que está incomodando?
-- Eu não sei direito. É uma sensação de vazio... Uma coisa que dá aqui na barriga... Às vezes acho que as coisas podem não dar certo, sabe?!
-- Sei...
-- Sabe mesmo?!
-- Ahan... Medo. Eu também tenho.
-- Ahan... Medo. Eu também tenho.
-- Ah sério?!
-- HAHAHA Claro, oras... Todo mundo tem. É o medo que nos mantem seguros...
-- ...
-- Não to dizendo pra deixar de se arriscar, apenas acho que ter medo nos faz pessoas mais sensatas... Claro, muitas vezes o medo não nos permite fazer coisas que podem nos ser úteis, por isso temos que aprender a controlar, no entanto ter medo é normal...
-- Ah.... Mas mesmo assim...
-- Não to dizendo pra deixar de se arriscar, apenas acho que ter medo nos faz pessoas mais sensatas... Claro, muitas vezes o medo não nos permite fazer coisas que podem nos ser úteis, por isso temos que aprender a controlar, no entanto ter medo é normal...
-- Ah.... Mas mesmo assim...
-- Olha, vamos fazer assim: Quando chegar a hora, se você sentir muito medo, fecha os olhos e se concentra...
-- ...
-- Mas se concentra mesmo, bem fundo... Olha dentro de você... No seu coraçãozinho... Bem alí você vai me encontrar, aí lembre-se que eu pedi pro meu anjinho da guarda dar uma força pro teu...
-- ...... ( um sorriso pelo canto da boca e uma lágrima a escorrer dos olhinhos)
-- Mas se concentra mesmo, bem fundo... Olha dentro de você... No seu coraçãozinho... Bem alí você vai me encontrar, aí lembre-se que eu pedi pro meu anjinho da guarda dar uma força pro teu...
-- ...... ( um sorriso pelo canto da boca e uma lágrima a escorrer dos olhinhos)
-- Eu sempre vou estar torcendo por você. Boa viagem!
Um abraço termina a conversa...
sábado, 21 de novembro de 2009
Estávamos sentados os dois no tapete do quarto vendo televisão. Eu deitada em seu peito, ele distraidamente passeando as mãos pelos meus cabelos...
-- Amor!?
-- Oi!
-- Estive pensando?
-- Hum, bem que estranhei você quietinho aí, sem fazer comentários nenhum do filme...
Ele ri sem graça, olho pra cima e acaricio seu rosto bem barbeado e lindo...
-- Amor! Obrigado?
-- Ora, por esse carinho!!! Claro, sempre que estiver ao meu lado poderá tê-lo. Terei sempre um prazer em fazê-lo...
-- risos
-- risos
-- Sério, amor...
-- Eu sei... É que não sei porque.
-- Por me amar e por se deixar amar... Me ama sem preço, sem cobrança nenhuma, simplesmente me deixa estar em sua vida...
-- ...
Sem palavras me aconchego no peito dele. Ele sabe o que eu tenho pra dizer... Num abraço delicioso recomeçamos a ver o filme em silêncio.
-- Amor!?
-- Oi!
-- Estive pensando?
-- Hum, bem que estranhei você quietinho aí, sem fazer comentários nenhum do filme...
Ele ri sem graça, olho pra cima e acaricio seu rosto bem barbeado e lindo...
-- Amor! Obrigado?
-- Ora, por esse carinho!!! Claro, sempre que estiver ao meu lado poderá tê-lo. Terei sempre um prazer em fazê-lo...
-- risos
-- risos
-- Sério, amor...
-- Eu sei... É que não sei porque.
-- Por me amar e por se deixar amar... Me ama sem preço, sem cobrança nenhuma, simplesmente me deixa estar em sua vida...
-- ...
Sem palavras me aconchego no peito dele. Ele sabe o que eu tenho pra dizer... Num abraço delicioso recomeçamos a ver o filme em silêncio.
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