quinta-feira, 30 de junho de 2011

Leite com Baunilha



O clima era propício para um passeio ao campo. Arrumamos a mala, passamos no mercado para abastecer a adega e comprar uns aperitivos e tomamos a estrada rumo à casa de campo para encontrar os amigos.
Pelo caminho fazíamos planos para o final de semana enquanto uma seleção de música nos distraía hora e outra quando fazíamos coro com o rádio e ríamos um do outro.
Uma hora de estrada e chegamos à casa. A luz da garagem estava acesa. Entramos na casa e somos arrebatados por um delicioso cheiro...

-- Hum... Baunilha... Adoro Baunilha...

Diz ele sorrindo enquanto leva nossas malas para o quarto de hóspedes. Eu me dirijo à cozinha na esperança de encontrar alguém por lá. Em cima da mesa encontro um bilhete:


Estamos acampando, voltamos amanhã. Aproveitem a casa e o leite com baunilha que o Pedro preparou para vocês. Sabemos que adoram.
Beijos
Angela
Sorri e ponho o bilhete de volta na mesa quando ele me abraça por trás perguntando dos dois. Digo onde estão e ele sussurra coisas em meu ouvido. Sorrio e viro para ele. Deixo meus lábios tocarem nos dele...

-- Feito. Mas antes vou esquentar o leite com baunilha que o Pedro preparou para nós.

Ele sorri mexendo a cabeça afirmativamente enquanto sobe por água na banheira...

domingo, 26 de junho de 2011

Alegrias Cotidianas




A água do lago fazia pequenos movimentos com o vento. No quintal da casa ela estava sentada num banco lendo seu habitual livro. A menina brincava com uma bola que ganhará do avô...
O livro a distrai e ela se transporta para um mundo longe daquele em que vive. Onde os príncipes existem de verdade a as mentiras são contadas apenas pelos homens maus... Os barulhos ao seu redor não existiam mais e o vento era a única coisa que lhe fazia tirar a atenção do livro quando levava uma mexa dos seus cabelos negros para a frente dos olhos...
A menina continuava alí com a bola a pular pelo gramado perto do lago e foi assim, bem pertinho do lago, que teve a idéia. Olhou para a mãe sentada distraída, sorriu, pegou o lenço do bolso, agachou-se perto do lago, molhou o lenço na água gelada do inverno e foi pé ante pé até onde estava a mãe sentada.
Sem pestanejar, espremeu o lencinho na base do pescoço da mãe que trazia os cabelos presos num coque na cabeça... Ela sentiu a água escorrer gelada pela linha da coluna e arrepiou-se toda. Quando virou para dar uma bronca viu o rosto peralta da filha a sorrir para ela. Não aguentou e sorriu de volta correndo pelo gramado atrás da menina que gargalhava gostoso.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mil e um, mil e dois, mil e três



O dia estava tão azul que ardia os olhos... Não havia vento algum e tudo contribuía para o salto perfeito.
Ela nervosa com o primeiro salto nem café da manhã tomou. Nós ali, companheiras, comemos por ela... Chegamos ainda de manhã no “aeroporto” e a tensão era cada vez mais evidente.
O primeiro grupo que salta demora muito para subir, já são quase 12:00 quando o avião decola... Cinco por vez... Depois que o segundo grupo está pronto, ela é avisada que sobe no próximo...
-- ...Sela, 1001, 1002, 1003... Verifica equipamento: coisinhas abertas, coisinhas esticadas, coisinho baixo, “flair”, posição, direita, 90º, referência, esquerda, 90º, referencia, localiza o alvo...
O procedimento de emergência também é repetido em solo vezes e vezes a fio. O grupo antes dela chega ao solo e a excitação aumenta, como um esquilinho hiperativo ela anda de um lado para outro sem sossego...
Põe a roupa, veste o paraquedas. Cada detalhe meticulosamente acompanhado pelas amigas fotógrafas...
O avião sobe. Me posiciono com a câmera na mão, vamos tentar filmar cada detalhe... Ela salta. Vemos aqui embaixo só o pontinho se abrindo colorido e a única coisa que posso fazer é imaginá-la gritando com a adrenalina a percorrer o corpo.
A distancia é tanta que não consigo mantê-la no visual da câmera o tepo inteiro... São mais ou menos 5 minutos de voo... O instrutor resolve brincar com ela e um 360º faz-nos escutar um grito de empolgação que vem dos céus... Ela se diverte no céu e nós em terra, dividimos a emoção...
Já no chão. A alegria e a bagunça são compartilhadas. Nos acalmamos, voltamos para o carro e tomamos rumo de casa felizes e satisfeitas pelo fim de semana.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Patê na água








Estavam as três naquele carro. Pão. Patê. Leite de soja e chocolate em pó. À frente o mar. O medo de que a água suba é substituído pela alegria juvenil que se forma nelas.


O pão cortado com a tesoura e o patê comprado é empurrado com o leite de soja cheio de chocolate em pó misturado com a técnica super moderna inventada naquele instante...


O fim de semana estava apenas começando e já passavam por muitas emoções. quilómetros de erros as levaram àquele lugar, e no fim das contas a diversão foi garantida como sempre.


O sabor da amizade é o que mais se percebe naquele carro ao som de Norah Jones. Discussões sobre técnicas de fotografia e sobre a velocidade do carro em curvas... O frio chega e as três já alimentadas voltam à estrada, com a sensação de um fim de tarde perfeito na balsa da amizade.