Havia muito tempo que minha cabeça não estava tão no lugar como agora... Aquela tarde no trabalho parece ter desencadeado todos os eventos nostálgicos do resto do dia.
Minha tarefa, que estou tentando realizar, é pelo dom da palavra escrita, fazer ouvir, fazer sentir e, acima de tudo, fazê-lo ver. Isto, e nada mais, e é tudo.(...) Joseph Conrad (1857 - 1924)
sábado, 23 de agosto de 2014
Paz
Havia muito tempo que minha cabeça não estava tão no lugar como agora... Aquela tarde no trabalho parece ter desencadeado todos os eventos nostálgicos do resto do dia.
domingo, 2 de junho de 2013
Um Novo Temp(L)o
Domingo, mais um do ano. Chove lá fora, outra coisa bem comum por aqui. O céu cinzento nos convida a acomodar as cobertas em volta do corpo e continuar na cama. Ligo a TV pronta para por meu plano infalível de morgar o dia todo em prática.
Como todo domingo, está o esporte na telinha, sim essa do plim plim, e hoje, puxa, direto do Maracanã. Cada bloco é recheado por imagens, depoimentos, reportagens sobre a "reinauguração" do estádio. Não vou considerar o regionalismo, porque para mim, quando houve a reinauguração da Vila Capanema (Estádio Durival de Brito e Silva) que é (ou não) do meu time do coração, para mim a emoção foi enorme, e eu bem que gostaria que houvesse uma cobertura igual, e acredito que muitos amigos também gostariam do mesmo para seus estádios, lugares que os bons amantes de futebol, chamam de casa, mas queria repartir o que estou sentindo...
Ouvir cada depoimento, ouvir cada história me emociona. Engraçado até, porque na real, eu nunca estive no Maracanã e nem cultuo assim a possibilidade de uma visita, mas me emociono mesmo assim... Algumas vezes deixo uma lágrima teimosa rolar... Porque!?
Sei lá. Paixão. Torcer é isso. É apaixonante, cada qual torce para sua equipe como pode, tem fé na melhora, acredita que mesmo ruim o time vencerá. Veste a camisa, briga por ele, corneta por ele... Alguns decoram nomes e formações fantásticas, têm lembranças de títulos que outros nem sequer sonharam em ver. Vendo essas reportagens, lembro de dias emocionantes dentro da Vila, que nem de perto se compara ao "gigante" Maracanã em estrutura, mas que para mim é enorme. Eu queria hoje, estar no Maracanã. Queria poder sentir cada gota daquela emoção que vibrará lá dentro. Mesmo que o Brasil não ganhe da Inglaterra, hoje será um dia especial para cada um presente. Sei disso, porque estava na reinauguração da Vila Capanema, ao lado do meu avô, e dos meus tios, inclusive do "intruso" tio Neto que torce para o Coritiba... Aquela noite foi especial para mim assim como será hoje no Maracanã...
Bom jogo, Maracanã, e que as novas estruturas tragam também um novo comportamento de torcidas. Uma torcida sempre apaixonada, mas educada.
terça-feira, 19 de março de 2013
Pé d'água
domingo, 17 de março de 2013
Sábado de Sol
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Expressões Futebolísticas
Logo no apito inicial surge a primeira expressão, uma das tantas criações do grande ex-radialista Osmar Santos, é a famosa ‘’pimba na gorduchinha’’, mas tenha calma que ninguém está te chamando de gorda, é só um dos tantos apelidos carinhosos para a atriz principal da parti
O jogo começa e você se sente como se estivesse ouvindo a narração de um reality show em um zoológico, tem drible da vaca, cavalo paraguaio, frango pelo campo, gente fazendo gol como beija-flor e tantas outras gírias que confundem qualquer um. Mas não se preocupe que o assunto ainda é futebol. Expliquemos: drible da vaca não é quando você se obriga atravessar a rua quando vê alguém indesejável no caminho, mas sim quando o jogador toca a bola de um lado do adversário e pega do outro.
O cavalo paraguaio é aquele clube que começa bem o campeonato, mas por não conseguir manter o ritmo, termina em uma colocação intermediária. Já o frango é um gol, que seria altamente defensável, mas é aceito pelo goleiro, esse, então, vira o frangueiro da vez - nada a ver com aquele seu amigo que sai a noite e pega qualquer uma que vê pela frente.
Já a expressão "fazer o gol como um beija-flor", é dar aquela paradinha no ar, seguida de uma cabeçada, e mandar a bola pro gol, técnica que Dadá Maravilha, mesmo quando falava ‘’que não existe gol feio, feio é não fazer gol’’, dominava com a maestria de poucos.
Passado o reality show animal, o jogo tá ficando bom até que o jogador dá um chapéu, seguido de uma pedalada e lança a bola para o companheiro fazer um gol de bicicleta. Bom, o chapéu é compreensível, nesse sol até que pode ajudar em alguma coisa, mas pedalada e bicicleta? Que horas passou do futebol para o ciclismo que ninguém avisou?
Esse chapéu ninguém gosta de receber, é quando o jogador toca a bola por cima do adversário e a pega do outro lado, gíria também conhecida como lençol. A pedalada, que se popularizou depois de cair no gosto de jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Robinho, é a passada dos pés por cima da bola, alternadamente, como se estivesse pedalando sobre ela. Já a bicicleta é quando o jogador fica na horizontal, de costas para o chão e, com os pés suspensos no ar, mete a bola pro gol e depois corre pro abraço.
Depois de um golaço o time começa fazer cera, catimba e firula, que são alguns sinônimos de enrolar o jogo para ganhar tempo, a firula sendo mais conhecida quando um jogador faz jogadas para impressionar os torcedores. O goleiro fecha o gol e, aos gritos de olé da torcida, o juiz encerra o espetáculo. Alguns vão dizer que foi zebra - que quem ganhou foi o pior, outros dirão que foi marmelada - que foi tudo armado, mas o que ninguém discorda é que foi uma belíssima partida de futebol.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Tempo
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Menino
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Encontros
domingo, 27 de novembro de 2011
A Tempestade
Estamos com um dia muito bom. Sol, calor e a vontade gostosa de por uma roupa leve para ir para a beira da piscina ou para uma praia... Como mágica, o sol é encoberto por uma nuvem escura. Daquelas monstruosamente escuras e aquela nuvem vem avançando e parece que vai engolir o mundo perfeito que se formou com o sol, o calor e a piscina...
Então começamos a escutar os trovões. À princípio longe, como um sussurro, mas o aproximar da nuvem vem trazendo os sons mais para perto e eles se transformam em algo aterrador. Aí desaba. Mas não começam por pingos pequenos. São gotas gigantescas de água que caem dos céus e explodem na terra, nos telhados, nas janelas... Por vezes a chuva é tão repentina e pega o dia quente tão de surpresa que quando cai vira pedra e cai em forma de bolas de gelo, às vezes pequenas, outras vezes tão grande que destroem o que encontram pelo caminho...
Mas sabe o que é bacana da tempestade? Elas acabam...
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Planejando
-- Vocês vão passar o ano onde?-- Ai, é horrível não poder planejar.
-- Nem me fale! Espero que amanhã ou depois ele já diga algo sobre isso, queria fazer uma festinha no natal e, sei lá, viajar no ano novo...
-- Hum... Esse vermelho aqui... Pois, eu queria saber com vocês o que vão fazer para ver se não podemos pensar em algo juntos para o ano novo. Ele tem uns primos no Rio e parece que os primos vão viajar e o apê vai estar vazio nas festas de fim de ano, e eles disseram que poderíamos usar. Que tal!?
-- Rio!! ãh... pode cortar mais um pouco para acertar o penteado depois... É uma excelente ideia. Mas só saberei mais para frente. O que não impede vocês de irem.
--É verdade, mas acho que ele gostaria que vocês estivessem juntos... Desde o nosso casamento que não conseguimos marcar algo, e são nossos padrinhos...
--Farei o possível, prometo!
Nesse momento, a cabeleireira termina e me mostra no espelho.
-- Perfeito! Era isso mesmo que eu queria. E suas unhas, demoram?
-- Não, não, já estou terminando.
-- Enquanto termina me conta soube da Jussara? Ela....
-- ...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
De Vento em Popa

Sento, fecho os olhos e sinto o vento vindo do mar. O som das ondas batendo e o cheiro do sal... Concentro por uns segundos e abro o livro começando a leitura...
Algumas páginas adiante há o desenho de um barco. Um grande veleiro com velas estufadas. Num repente me vejo dentro dele. A vida é assim. Hoje estamos navegando. O vento não sopra e o marasmo da mesmice do mar te envolve. A rotina da vida, do dia a dia te transforma aos pouco num marujo cansado e depressivo. Como um aviso dos céus, uma lufada de vento move as velas, os marujos sentem o cheiro diferente vindo e o capitão imediatamente deixa a cabine para dar as ordens necessárias...
Então, a vela estufa e o barco começa a desenvolver cada vez mais veloz. Os ventos bons acompanham o barco e a vida à bordo se agita e multiplica. A felicidade se espalha e os desejos de novos rumos afloram...
Sorrio por saber que os ventos agora sopram nas minhas velas...
domingo, 20 de novembro de 2011
Bobona

-- Ele só foi jantar fora e eu já estou com saudades.
-- É porque vocês estão muito grudados.
Com cara de choro e ar de desespero agoniado ela pergunta quase num grito:
-- Ele disse algo!!!
Olho pra ela com cara de indignação e reviro os olhos...
-- Menos, ok? Ele não disse nada, eu disse por conta de você estar sentindo saudade, foi uma constatação retórica, foi praticamente para mim mesma, não pra você.
Ela respira, olha para a tv e diz, tão retórica quanto eu.
-- Sempre sinto saudade, sou uma bobona...
Olho pra ela e mais uma vez vejo o que já vi outras vezes em outras amigas...
-- É, o amor deixa a gente assim...
-- É...
Na TV algo acontece na novela e a conversa volta as atenções para o acontecimento...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Tempo de ler
Estava procurando algo para ler, meus dedos passavam pela lombada dos livros mais baixos enquanto eu lia os nomes... Nada que me agradasse. Fazia já alguns dias que eu não escolhia algo para ler, os dias de trabalho intenso e as longas noite no computador que esticavam o trabalho me tinham tirado o prazer da leitura. Mas hoje queria encontrar algo. Já abrira o vinho e a lareira estava acesa...
Entre um romance moderno e um clássico da literatura encontrei uma pequena brochura. Curiosa, tirei da estante e surpreendi-me ao folear. Desenhos infantis ilustravam uma pequena história contada igualmente por uma criança. Algo com um coelho e uma cenoura... Corri para ver mais uma vez o nome do autor e abri um sorriso maroto e sincero...
Nesse instante ele bate no batente da porta para dizer que estava ali... Eu olho ainda com o sorriso no rosto e mostro o livreto. Ele sorri de volta.
-- Ótima escolha, combina com o vinho.
Ele vem em minha direção, beija minha boca e me leva para a poltrona. Senta, eu sento em seu colo e começamos a ler a história que ele escreveu na infância...
O vinho rega as risadas e dá continuidade para o que segue...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Manhã

Abri um dos olhos e espiei. De fato ele não estava ali. Escutei pra ver se tomava banho. Nada. Levantei e fui até a janela. A vizinhança estava acordando também. Nesse instante vejo ele chegando com o cachorro e um pacote na mão.
-- Hum... Teremos café com pão fresco...
Vou ao banheiro me arrumo e desço. Um café fresquinho está sendo passado e o cheiro é delicioso. Dou um beijo nele. Vou à geladeira e no meio de uma conversa animada ponho o leite para esquentar.
Depois de a mesa posta, sentamos os dois e entre geleias, queijos e outros quitutes matinais conversamos sobre a semana que iria iniciar no dia seguinte e fizemos alguns planos para o dia...
E lá fora a chuva que continuava caindo...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Ode ao Vozão
Anjos Cantam no céu,
Lágrimas correm aqui
Umedecendo os rostos
Incrédulos dos que ficaram
Zangados com a vida que,
Infiel, nos leva em
Óbito, o lastro dessa Familia
Espiemos as culpas,
Sacudamos as mágoas, afinal,
Tantos anos viveu, que
Atingindo o limites da
Nave da vida que lhe foi presenteada
Inspira seu último golfão de ar
Saindo desse mundo
Leviano e inconstante para
Alcançar a vida eterna
Unindo-se à sua única companheira...
Chorem pela saudade,
Hoje, amanhã ou
Enquanto precisarem.
Resistam porém, pois
Orbitando entre a razão e a fé
Bailam Aluizio e Luciana
Infinitamente felizes e novamente
Marido e Mulher.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Leite com Baunilha

Pelo caminho fazíamos planos para o final de semana enquanto uma seleção de música nos distraía hora e outra quando fazíamos coro com o rádio e ríamos um do outro.
Uma hora de estrada e chegamos à casa. A luz da garagem estava acesa. Entramos na casa e somos arrebatados por um delicioso cheiro...
-- Hum... Baunilha... Adoro Baunilha...
Diz ele sorrindo enquanto leva nossas malas para o quarto de hóspedes. Eu me dirijo à cozinha na esperança de encontrar alguém por lá. Em cima da mesa encontro um bilhete:
Estamos acampando, voltamos amanhã. Aproveitem a casa e o leite com baunilha que o Pedro preparou para vocês. Sabemos que adoram.Sorri e ponho o bilhete de volta na mesa quando ele me abraça por trás perguntando dos dois. Digo onde estão e ele sussurra coisas em meu ouvido. Sorrio e viro para ele. Deixo meus lábios tocarem nos dele...
Beijos
Angela
-- Feito. Mas antes vou esquentar o leite com baunilha que o Pedro preparou para nós.
Ele sorri mexendo a cabeça afirmativamente enquanto sobe por água na banheira...
domingo, 26 de junho de 2011
Alegrias Cotidianas

O livro a distrai e ela se transporta para um mundo longe daquele em que vive. Onde os príncipes existem de verdade a as mentiras são contadas apenas pelos homens maus... Os barulhos ao seu redor não existiam mais e o vento era a única coisa que lhe fazia tirar a atenção do livro quando levava uma mexa dos seus cabelos negros para a frente dos olhos...
A menina continuava alí com a bola a pular pelo gramado perto do lago e foi assim, bem pertinho do lago, que teve a idéia. Olhou para a mãe sentada distraída, sorriu, pegou o lenço do bolso, agachou-se perto do lago, molhou o lenço na água gelada do inverno e foi pé ante pé até onde estava a mãe sentada.
Sem pestanejar, espremeu o lencinho na base do pescoço da mãe que trazia os cabelos presos num coque na cabeça... Ela sentiu a água escorrer gelada pela linha da coluna e arrepiou-se toda. Quando virou para dar uma bronca viu o rosto peralta da filha a sorrir para ela. Não aguentou e sorriu de volta correndo pelo gramado atrás da menina que gargalhava gostoso.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Mil e um, mil e dois, mil e três

Ela nervosa com o primeiro salto nem café da manhã tomou. Nós ali, companheiras, comemos por ela... Chegamos ainda de manhã no “aeroporto” e a tensão era cada vez mais evidente.
O primeiro grupo que salta demora muito para subir, já são quase 12:00 quando o avião decola... Cinco por vez... Depois que o segundo grupo está pronto, ela é avisada que sobe no próximo...
-- ...Sela, 1001, 1002, 1003... Verifica equipamento: coisinhas abertas, coisinhas esticadas, coisinho baixo, “flair”, posição, direita, 90º, referência, esquerda, 90º, referencia, localiza o alvo...
O procedimento de emergência também é repetido em solo vezes e vezes a fio. O grupo antes dela chega ao solo e a excitação aumenta, como um esquilinho hiperativo ela anda de um lado para outro sem sossego...
Põe a roupa, veste o paraquedas. Cada detalhe meticulosamente acompanhado pelas amigas fotógrafas...
O avião sobe. Me posiciono com a câmera na mão, vamos tentar filmar cada detalhe... Ela salta. Vemos aqui embaixo só o pontinho se abrindo colorido e a única coisa que posso fazer é imaginá-la gritando com a adrenalina a percorrer o corpo.
A distancia é tanta que não consigo mantê-la no visual da câmera o tepo inteiro... São mais ou menos 5 minutos de voo... O instrutor resolve brincar com ela e um 360º faz-nos escutar um grito de empolgação que vem dos céus... Ela se diverte no céu e nós em terra, dividimos a emoção...
Já no chão. A alegria e a bagunça são compartilhadas. Nos acalmamos, voltamos para o carro e tomamos rumo de casa felizes e satisfeitas pelo fim de semana.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Patê na água
terça-feira, 17 de maio de 2011
Regozijo

Meu coração de amiga preocupada salta e agita dentro do peito: O que seria? Combinamos nos encontrar em 30 minutos no parque. Banco de sempre. Levanto da cama e ponho a primeira roupa que vejo na frente. Desço as escadas correndo e pego as chaves e os documentos do carro na mesinha ao lado da porta.
Dirijo até o parque com uma ansiedade absurda. Quando chego, o sol da tarde já está baixando e ilumina o parque com a luz perfeita para a fotografia. Por um segundo arrependo-me de não a ter trazido. Olho para o lugar combinado, lá está ela. Parecia mais ansiosa que eu, mas feliz... Aliás, muito mais feliz do que eu supunha, havia um sorriso enorme no rosto...
-- Que demora!!
-- Demora!!!!??? Fala sério, vim o mais rápido que minha sanidade permitiu!
-- hahaha
Sento no banco e respiro puxando ela pra baixo também. Na linha tênue da razão perguntei ansiosa...
-- Anda! Conta... Vai me matar assim...
-- Olha, sei que pra você será uma surpresa boa e que a felicidade que eu estou sentindo será compartilhada por você.
-- Caramba! Conta logo.
-- Estou grávida!
Um jorro de alegria passa por mim e meus olhos se enchem de lágrima. A informação passando por cada canto do meu corpo transforma aquilo no acontecimento do ano. A palavra ressoa: Grávida!! Grávida!! Cada canto do meu corpo escuta aquilo com a regozijo da verdadeira amizade...
Pena que estamos tão longe uma da outra e eu não posso abraçar de verdade com toda essa alegria que estou sentindo.
Nós super recomendamos
-
-
Leituras 2017Há 8 anos
-
-
-
DropsHá 13 anos
-
Antuérpia, Julho de 2008Há 14 anos
-
-
Parede perfeita!Há 15 anos
-
Un chorro de cariñoHá 15 anos
-
-
Despedidas…Há 15 anos
-
Sejamos CachorrosHá 15 anos
-
Um outro quadroHá 16 anos
-
De Nova York a LivramentoHá 16 anos
-
Cosas de la vida!Há 17 anos
-
-
-
-
-










