domingo, 17 de março de 2013

Sábado de Sol




O dia amanhece bonito e com sol... Algo raro para essa cidade que gosta de um tempo mais escuro e molhado... O café da manhã é cedo para aproveitar as companhias que na cozinha já fazem falatório como se fosse final de dia. Depois do café, volto ao quarto para aguardar. Assim era o combinado.
Já em cima da hora o telefone toca:
− Alo?!
− Tava dormindo ainda?
− Nada, tava esperando...
Combinamos o horário, me arrumo e saio. Em meu coração uma coisa estranha. Ando triste com umas coisas que me fazem falta, mas das quais respeito os tempos devidos. E uma coisa como a que está por acontecer, há muito é esperado...
O parque está em festa. Sol, movimento, bicicletas e caminhantes. Procuramos o grupo. Pronto. Todos reunidos ao ar livre brincando... Brincando de coisa séria. De fazer teatro. Meio receosa entro no jogo da exposição... Não sou eu... Aliás, sou, mas um eu que anda meio perdido no meio de tanta realidade esquisita. De tanta “maturidade” e seriedade exigida. Reencontro comigo mesma e com meus avós... Com minha mãe... Mas o momento não é triste, é de pura alegria e satisfação.
A fome atinge os “brincadores” e resolvemos comer. Parte do grupo se reúne no velho Passeio Público. E eu me pergunto quantas mais lembranças serão reavivadas... Enquanto comemos muitas coisas são conversadas, são planejadas, já me sinto aceita no grupo de forma tão única que é como se tudo estivesse escrito para ser assim. O que estava planejado para a manhã se prolonga até o fim da tarde quando resolvemos que precisamos voltar ao mundo do qual saímos. Já no carro, uma nova proposta.
− Esticamos no café?
− Bora! Não tenho nada por fazer.
Lá outras lembranças, outros cheiros, outros abraços e sabores de vozes que já faziam falta. Que delícia de café. Que delícia de momento. O fim da tarde se transforma em quase fim de noite.
Deixo a amiga em casa depois de um telefonema preocupado por eu ter “sumido” o dia todo...
Estou feliz. O cheiro dos amigos que tenho por perto me faz bem. As pessoas novas que conheci já me fazem bem. O passado de volta me faz bem. Esse dia foi bom porque trouxe de volta o melhor de mim. O meu eu mais perfeito. Feliz e sorridente. O sorriso verdadeiro...

1 O que vocês pensam?:

Julio Cesar Ponciano disse...

Foi um dia perfeito!