sábado, 26 de dezembro de 2009

Leveza feminina


-- Bom, fazemos assim, vamos ao hotel deixamos as malas... A Leo vai almoçar não sei bem com quem, mas aí encontra a gente perto da loja.

-- Ta.

Assim, eu e Liginha - que passou uma noite aqui em casa com Binho - vamos depois de deixar as malas dos dois no hotel, em direção à Praça do Homem Nú encontrar com a Leo.

Quem fará compras sou eu, mas não resisto à possibilidade de levar duas "personal stilist" comigo. Já no entrar na loja começa a diversão, e quando vejo as duas têm montes de roupas para eu experimentar.

Vamos ao provador, escolho logo o do último andar da loja pra ter sossego, odeio lojas cheias e apertadas.

As duas sentam no chão ao lado de fora enquanto eu desfilo os modelitos:

-- Hum - de dentro do provador - esse nem vou mostrar, apertado... Outro...

-- Ei deixa eu ver...

-- Ah faz isso - mexe numa gola...

-- Olha experimenta essa, aí se ficar boa você tira essa florzinha...

Assim vamos por hora enquanto eu experimento e elas se divertem lá fora do provador... De repente escuto a reclamação:

-- Nossa, que calor...

-- Calor - eu de dentro do provador - nem acho que esteja tão quente assim...

-- Ah, isso é porque hoje você está mais leve que eu.

-- ...

-- ...

-- ...

Foi apenas o tempo de eu colocar a cara pra fora do provador para rolarem as risadas.
-- Como se isso fosse possível!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O dia de ontem

Dia 24 de Dezembro de 2009. A casa acordou cedo, pois muitas coisas precisavam ser feitas. Havia a casa toda pra arrumar, um café da manhã pra ir, uns presentes de última hora pra comprar, pernil pra colocar no forno, enfim, todas essas coisas de festa que precisam ser arranjadas...
-- Bom dia!
-- Bom dia! Filha, vem tomar café, aí quero que você tire a papelada da mesa alí que vou arrumar os pratos... Tem que terminar a iluminação do jardim, e....
-- Tia, eu tenho o café da Leda pra ir!
-- Ai, é verdade havia esquecido, vê se não demora pra voltar...
A arrumação começa, guarda uma coisa alí, guarda outra lá, tira o presépio pra por no jardim...
-- Alguém sabe se as luzes da Sagrada Família está funcionando?
-- ...
-- ...
-- Ok, vejo quando voltar, vou tomar um banho...
Saio pro café da Leda:
-- PUTZ, o presente!!!!!!!
Volta pegar presente e corre pro café. Festa boa, já tem uns 10 anos (talvez mais,talvez menos) que ela faz o café. Pelo menos é certeza de um enconro por ano...
-- Meninas, tenho que voltar pra casa, aquilo deve estar fervendo...
-- Eu te levo...
-- Então vamos...
Já em casa vou direto pras luzinhas...
-- Oh, alguém viu o conjunto de luzes azuis que piscam? Sei que tem...
-- Ah, acho que estão aqui...
-- Ui que bolo... Deixe comigo... AAAAAA, faltam estensões... Vou alí buscar...
Tudo pronto lá fora, luzes testadas embaixo de chuva mas funcionando.

-- Ai, quase 6 horas, preciso fazer o video com as fotos...
Outra correria, WMM que não funciona, trava, não salva... Começa tudo de novo, e vai, tira efeitos de transição... Salva...
-- Ai, quase 7 tenho que tomar banho, o coral fará o aquecimento às 7 e 15...
Salva como dá... Irmã acerta o dvd, não passa, decido de outra maneira.
O coral na missa como sempre lindo, Deus ajeita as vozezinhas do povo...
Voltamos pra casa e o povo está à nossa espera. Quase na hora do vozão começar. Às 10 horas ele começa.
-- Seguindo a tradição, a Simone lerá a passagem bíblica...
Leio com um sentimento diferente esse ano. Minha vó não está... Na sequência o vô faz a reflecção, conta a história do Nono e de como ele foi entrevistado por uma equipe de tv uma vez e disse pra eles que o melhor presente da vida dele estava alí, a família, todos em volta dele, com a alegria típica de uma família italiana...
-- ... O que eu quero que vocês entendam é que não sou eu ou a Luciana (minha avó) que mantem vocês juntos, mas sim essa coisa de família que é o que somos...
Aí aproveitei a deixa, passei o meu video... Rimos bastante e o vô começou a entrega dos presentes... A bagunça começa aí... Um mais barulhento que outro, e tudo fica mais divertido quando se começa a experimentar os presentes... A entrega termina com a cadeira de praia da tia, que imediatamente é armada e usada (rsrsrs)...
Depois disso vamos pra cozinha, a ceia, muita comida boa, afinal italianos lembram!?

Eis que meio da confução que estava a ceia chega com sua roupa "leve e fresquinha" nosso bom velhinho de sempre, Papai Noel. A festa não estaria completa sem ele...
Eu fui dormir às 2 da manhã, mas o povo ainda cantava lá fora e não sei até que horas foram...
Havia uma preocupação no ar ontem, por conta da vó, mas parece que o esforço coletivo pra manter a alegria deu certo... Ao que parece todos estavam pensando igual.
Mais um Natal, mais uma festa maravilhosa e mais uma vez tudo PERFEITO. Minha vozinha certamente está feliz também.
Feliz Naal para todos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A notícia


-- Semana que vem terei uma novidade pra te contar.
-- (Olhar desconfiado) Vai deixar a gente? Você tá de brincadeira, não é!? Vai ficar só lá na outra escola? Vai me abandonar aqui?
-- Ei sua boba, nem abriu concurso de remoção...
-- Sei...
E foi assim que passei curiosa o fim de semana. Uma certeza estranha de que ela estava aprontando alguma.
Já na semana seguinte, segunda, aquela correria toda na escola, e no meio da confusão a notícia:
-- O Cosme passou no concurso pra professor da UTFPr...
Que alegria!!!! Afinal não é pra qualquer um. Mas o que se podia esperar dessa união perfeita entre a mais nobre das "humanas" com à base da "lógica". O Universo só tem uma escolha nesse caso: Conspirar totalmente à favor.
A alegria foi surpreendida pela continuação da notícia:
-- ... em Apucarana.
-- Eu sabia. Sabia que você ia embora pelo tom das palavras que saíram de sua boca. Meu coração não sabe bem o que sentir. Você sabe que estou feliz. Muito mesmo, afinal "UTFPr"!!!! Mas espero que esse sentido de solidão saia do meu coração em breve...
Olha, que Deus ilumine teus caminhos já que será uma mudança radical... E eu, aqui, estarei torcendo por você, pelo Cosme e pela pequenina Carol, que sempre terá um cantinho no coração da Tia Si.
Boa viagem, amiga.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Muralhas Tricolores

Esta semana é de comemoração para os gremistas, e eu não falo fazendo referência ao jogo do domingo passado.
Como diz o ditado popular, um time de futebol competitivo, começa a ser montado pela defesa. E é justamente isso que vamos comemorar. Victor, o nosso atual goleiro, foi eleito o melhor do Campeonato Brasileiro e Danrlei – nosso eterno ídolo – faz seu jogo de despedida dos gramados no próximo sábado.
Eurico Lara – único jogador citado no hino de um clube brasileiro – estaria orgulhoso de ver que seus sucessores são tão qualificados e eficientes quanto ele. Lara foi um excelente goleiro, tanto que foi titular do Grêmio durante 15 anos, mas acima de tudo era um guerreiro que acreditava no seu potencial, tanto que saiu do gramado direto para o hospital e dali só saiu morto. Sim é isso mesmo, Lara fechou o gol do Grêmio no 1º tempo do Gre-nal Farroupilha mesmo doente – dizem que ele tinha tuberculose.
Outro goleiro que jamais será esquecido pelos tricolores dos pampas é Geraldo Pereira de Matos Filho - o Mazarópi, pelos pés e obviamente pelas suas mãos passaram os títulos de campeão da Libertadores de 1983 e o Mundial do mesmo ano. Mazarópi estava presente no maior título do Grêmio e só por isso merece ser idolatrado.
O tempo passou e, no início da década de 90 surge no Grêmio um goleiro de nome no mínimo exótico: Danrlei. A passagem dele pelo clube foi de dar inveja, ganhou Copas do Brasil, campeonatos estaduais, brasileiros, libertadores, infelizmente perdeu o Mundial. Mas isso não faz da carreira dele no Grêmio menos brilhante.
Em um dos momentos mais difíceis e mais emocionantes da história do Grêmio surge o Galatto. Ele fez parte de um time que conseguiu que os gremistas voltassem a acrediar no Grêrmio e de dizer com todas as letras, eu tenho orgulho de ser gremista.
Hoje, nosso “arqueiro” Victor, é conhecido por suas defesas incríveis, para muitos surreais. Títulos? Isso ele ainda não conquistou, porém nunca duvide do Grêmio um time onde os atacantes raramente são os protagonistas.

Texto: Iasmine Eidelwein (mine)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desapontamento


Faz dias que anda isso parado e eu estou com umtexto prontinho pra postar... Mas para hoje reservo com tristeza o espaço para o texto de uma amiga. Não, a tristeza não é pela amiga, mas pelo conteudo do texto. Sinto-me triste por tê-la levado ao estádio do Couto Pereira e deixado que ela presenciasse aquilo. Um grupo de vândalos que se intitulam torcedores mas que não são, invadiu o campo após o apito final dando um espetáculo de selvageria para o mundo. Pena que alguns pensam que o curitibano é assim...


"Como muitos aqui sabem, eu sou casada com um torcedor do coxa, e nesse final de semana resolvemos deixar nossa casa aqui em Florianópolis e torcer para o verdão.
No pré-jogo, muita animação da torcida do lado de fora, grande mobilização, torcedores pintando o rosto, pais com filhos pequenos.
Vi um senhor com um bebezinho de 6 meses, a esposa e uma criancinha.
Muita movimentação no Alto da Glória, mas nada de confusão, entrada totalmente sossegada no estádio. Muita organização, distribuição de "papel higiênico", bolas de sopro verde e branca e tal...
Ah, ficamos na arquibancada mesmo, do lado da Império Alviverde.
Entram os jogadores em campo, Green Heel de extintores, fiquei parecendo um doende verde!!! Fora da realidade, muita organização pra tudo funcionar na mesma hora!
O atraso do FLU, jogo nervoso, entretanto, EU NUNCA VI UMA TORCIDA DAQUELA! É impressionante como todo mundo, da criancinha ao vovô canta as musicas do time que, por sinal, são fáceis de apreender e pegam rápido. E não param um minuto sequer, mas não é o que acontece em nossa torcida, onde só canta a alma, ou só a Fanáutico, é aquela massa verde cantando e repetindo que ama o clube.
Jogo pegado, primeiro tempo foi muito mais pro coxa, segundo tempo mais equilibrado.
Tiveram muitas faltas não dadas, uma falta que merecia cartão vermelho prum jogador do Fluminense, arbitragem duvidosa...
O Binho tinha me falado dias antes: "Acho que se o coxa for rebaixado, vai dar merda!"
E não deu outra.
FIM DE JOGO! Vários torcedores do coxa, mais precisamente da IAV, invadiram o campo, como muitos viram. Inicialmente acho que havia pouco policiamento, deveria ter sido destacado um contingente maior de policiais.
Pedra, pau, ferro, cadeiras voando, papéis pegando fogo, cai um policial, vários torcedores machucados...
Resultado: Correria, desespero da maioria dos torcedores comuns, assim como eu, barulho de tiros que, por mais que fossem de borracha, machucam, como eu vi gente passar do meu lado ferida! Impossível não conter o choro de medo e desespero!!!! E a preocupação com meus familiares que sabiam que eu estava lá e estavam vendo aquilo na TV.
No corre-corre subimos para o segundo anel (vimos o jogo do primeiro), onde havia várias familia, amedrontadas como nós, sentadas esperando para poderem deixar o estádio.
Ora, mas como se lá fora era outro campo de batalha!? Estrondo de bombas, tiros!!! Momentos de verdadeiro horror!!! Depois de muito tempo no estádio esperando, conseguimos sair e voltar para o hotel sãos e salvos!!!
A torcida do coxa nao merecia ser traída por alguns idiotas, agora vão ser penalizados (merecidamente), pela culpa de poucos!!!
Acho que fica a lição!"
Mais do que medo ontem, senti vergonha. Vergonha por aqueles que deixaram de ser torcedores pra virar marginal. Merecem ser presos. Mais. Merecem ser banidos dos estádios pra sempre. É hora de torcedores de verdade terem sossego dentro dos estádios. Campo que temos alí é de futebol e não de batalha.


Texto em destaque: Ligia Arruda.



sábado, 28 de novembro de 2009

O acampamento


-- Ja venho.
-- ...
Ele sai da barraca. estamos há 3 dias num acampamento perto de uma cachoeira linda. Somos um grupo razoável: Cinco barracas.
A nossa; Maria e Pedro; Os irmão Anjos - Thiago e Mateus; uma barraca das meninas - Paula, Madalena, Lunciana e Luiza e uma outra que usamos como "despensa".
Aquela noite havíamos ficado conversando ao pé do fogo como costumávamos fazer nos tempos do Grupo. Relembramos coisas incríveis. Não fazia muito que deixáramos o Grupo, mas parecia muito mais...
Já estranhava a demora quando escutei ele voltando. Falava baixinho com alguém, provavelmente Pedro - os dois sempre verificavam tudo antes de deitar... Abri a porta da barraca pra que ele entrasse e, para minha surpresa, ele trazia duas taças e uma garrafa de vinho nas mãos. O meu preferido, como sempre.
-- Vinho!! Mas como você trouxe isso sem eu ver?!
-- Hum... Segredos de um bom amante.
Sorrio enquanto coro, pois é o que posso fazer diante de tal afirmativa.
-- Olha, acho que está na temperatura que você gosta. Só a garrafa está mi molhada porque estava no rio. Cuidei pra não perder o rótulo...
-- Ah, então era isso!!! Não sabia o que você, Thiago e Pedro tinham ido amarrar rio acima...
Agora é a vez dele sorrir sem jeito por perceber que noto quase tudo o que faz, mesmo que discretamente....
-- Mas... Existe uma razão especial para esse vinho?
-- Hum... Pode ser...
-- ...
-- Mang, tenho umas fotos aqui que trouxe para você ver.
-- ???
-- Olha esse lugar.
Ele me passa um maço de fotos, e enquanto vou olhando ele vai abrindo o vinho...
São fotos de uma casa. Uma casa perfeitamente decorada. A biblioteca - ainda vazia de livros - com a laleira e umas poltronas aconchegantes; uma sala de jantar clássica com uma louça maravilhosa. Um lugar que parecia ser uma futura sala de TV.
A cozinha inteiramente funcional. Uma escada discreta leva ao andar superior. Lá em cima, três quartos. Uma suíte - com um banheiro perfeito - e mais dois quartos que ainda não tem decoração nenhuma mais um banheiro social.
Embaixo ainda havia o quintal. Ao que parecia se podia ver da janela da cozinha. Uma piscina. Lá atrás quase uma casa nova. Quarto, cozinha, banhieros (por causa da piscina), churrasqueira...
Cada foto era seguida de um comentário meu para ele sobre o que eu pensava de cada ambiente... Estava habituada àquilo, pois fazia já um tempo que conversávamos sobre essas coisas. Mas quando cheguei na última foto meu coração quase parou.
Era a foto da garagem. Nela um carro. O carro dele. E ele parado ao lado, com uma rosa que brilhava na mão acenando para o fotógrafo.
Olhei para ele. Meus olhos já cheio de água, tentei dizer algo mas ele foi mais rápido.
-- Amor, essa casa ficaria perfeita de verdade se junto com esse bonitão aí que já é o dono dela, estivesse a muher mais apaixonante do mundo.
E uma rosa apareceu do nada e notei um anel preso nela.
-- ...
-- Mang, casa comigo?
Uma lágrima escorreu do meu olho. A felicidade era absurda.
-- Enfim... Acho que temos realmente algo pra comemorar...
-- ...
-- Eu não perco essa vida ao teu lao por nada, amor...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rede de cooperação


É tempo das cavernas. Uma mulher estava no shopping das cavernas passeando (leia-se fazendo gastos de seus pedregulhos), quando ao longe avista um homem das cavernas conhecido e ao começar a levantar a mão pra um cumprimento percebe uma "menininha das cavernas" chegando e beijando o homem das cavernas.
Imediatamente se esconde e observa. Ao certificar-se de que aquele homem das cavernas era mesmo o marido de sua amiga das cavernas. Pega seu telefone celular de pedra e faz uma chamada para uma outra amiga das cavernas e assim começa a grande rede.
Essa amiga das cavernas liga pra outra, que liga pra outra e que liga pra outra até que a mulher traída das cavernas é avisada.
Mas nessa altura já existe uma rede de mulheres das cavernas no shopping vigiado o malandro das cavernas e a mocinha sem vergonha das cavernas.
A mulher traída das cavernas chega e as amigas das cavernas já têm um plano das cavernas pra pegar o malandro, um plano de auxílio para a amiga das cavernas que vai ficar sozinha e um outro para acabar com o marido traidor das cavernas que acabará sem nenhum pedregulho para dar à mocinha sem vergonha das cavernas e terminará mais sozinho que nunca.
Tudo sai como planejado.
Essa, meus caros, é a origem da cooperação. O resto é balela!