Um tempo atrás, um homem resolveu encarar um público muito louco e dizer umas palavras muito perigosas. O discurso começava assim: "Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação."
Ontem, essa professora aqui, esteve falando disso com seus alunos da 8ª série (pessoal, eles têm entre 12 e 15 anos). O que é a dita? Pra Martin (o autor do discurso) era "um sonho", um sonho que, entre outras coisas, suas "quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. "
Esse discurso foi escrito em 1963, mas o que será que nós, bestas humanas, aprendemos desde então? Vejo pessoas julgando outras não apenas por sua cor, mas por sua religião, por sua nacionalidade, por seu jeito de vestir... Nem se conhecem e julgam uns aos outros como se soubessem de que ou quem estão falando...
Um outro, mas antigo ainda, já nos tinha dado um exemplo, quando em meio a uma multidão enfurecida, uma mulher seria apedrejada e J.C. (um cara que depois morreu pregado numa cruz) disse para que atirasse a primeira pedra aquele que nunca errou.
A liberdade é inconsequente? Sim, porque as pessoas que se "pensam" livres e se dão o direito de falar e julgar outras pessoas. Não sabemos ao certo os motivos que levam o ser humano a fazer isso. Seria a necessidade de se manter no "poder" (tipo instinto de sobrevivência)? Seria quem sabe uma desculpa de amor (tipo, amamos por isso protejemos)? Pode até ser, mas se considerarmos a segunda hipótese, também temos que lembrar que amar é confiar...
A liberdade é um processo longo e complicado. É MATURIDADE. É RESPEITO. A felicidade de alguém que amamos depende também da liberdade que ela tenha. A liberdade de poder escolher e a liberdade de poder voltar para os nossos braços se preciso for...
Não sei, acho que ficou meio confuso esse texto. Dane-se, sou livre pra escrever o que penso, esse blog é meu. Quem gostar gostou, quem não gostar... Bem, é livre para tal!




