segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tempos melhores

Quando levantei da cama hoje bem queria ter ficado mais um tempo. Pensei: "Não, segunda feira não deve ser um dia tão ruim assim, levanta."
Para não chegar atrasada fui à pé até o ponto do ônibus direto pra escola... Tudo ia como tinha que ir. Parecia tudo em ordem, mas tinha algo...
Como eu queria teu colo para chorar agora, como eu queria um braço forte pra dizer pra mim que mesmo errada as coisas vão dar certo. Um cafuné pra que eu possa chorar na certeza que tudo vai acabar logo.
Mas não e assim, e não o sendo a tristeza aperta mais, a sensação de batalha perdida é mais forte e mais inerente do que tudo o resto. Penso em todas as coisas boas vividas e de tudo que me ensinou. Na pessoa que me tornei por sua causa e tento ter a certeza de que o que foi dito não é de todo verdade. Mas o poder de uma palavra é mais forte do que parece e incrivelmente a fortaleza desabou...
Preciso ser forte todo o tempo? Ou posso sair disso e correr pros teus braços?
Choro sobre "os escombros da minha alma" doída e partida e rezo para tempo melhores.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Indignação

Esse mundo cretino vive de política mal feita e de vinganças pessoais.
Quando as coisas precisam ser, até podem ser, resolvidas com uma conversa e com uma ação em conjunto é mais simples, mas é mais "bacana" você convocar a pessoa pra uma reunião onde ela já entra como culpada e sai julgada e condenada por seus atos.
Digo de novo. Afrontem o poder, mas não deixem rastros.

Ensinamento do dia

Uma coisa eu digo, todos somos livres para afrontar o poder mas lembrem-se NUNCA DEIXEM RASTROS pois o poder usa eles contra vocês. :(


terça-feira, 23 de junho de 2009

Esse aeroporto é uma lenda

-- Pra onde?
-- ...
-- Terceira Perimetral, Nilo Peçanha, Vicente da Fontoura, cruzar a Protásio Alves e nos deixar na esquina da Dona Eugenia com a Joao Guimaraes...
--Esse aeroporto é uma lenda!
-- ...
-- ... Oo
-- Sim uma lenda... Eu descobri uma coisa, a felicidade faz parte do inconciente coletivo.
-- ... (olhando pela janela)
-- ... (sem entender bulhufas)
-- Eu perdi 5 empregos de uma vez só, tive a chance de sair desse país mas não fui. Eu não acredito no Brasil...
-- ... (escutando entrecortado por conta do sotaque)
-- ... (tentando pensar em algo além do que o motorista diz)
-- Tenho dois tesouros que me prendem aqui, minhas duas filhas, lindas, se não fosse por elas já teria deixado o Brasil...
-- ... (tenta fazer uma comunicação ocular)
-- ... (tão distante que não vê)
-- Mas uma das minhas é professora, fez letras na faculdade, ela acredita que a educação vai dar jeito no Brasil, mas é idealista...
-- Bem, eu também sou professora, também sou idealista.
-- ... (olhar de desempero)
-- Ah tu eres professora, de que?
-- Línguas também fiz letras...
-- ... (já não sei onde está)
-- Mas eu não acredito no Brasil... E tu, que que tu faz, tás na escola ainda de certo?
-- ...
-- Faço jornalismo!
-- Ah importante, essa profissão é importante, esclarece a população, mas tem que ser bom profissional... Daqui tu me pareces bem novinha, já tens idade pra faculdade... Tens uma cara de, sei lá, uns 12 anos...
-- ...
-- haha 17 anos...
-- Ah 17, olha, não parece viu, mas eu digo pra vocês, esse aeroporto é uma lenda. Eu não acredito no Brasil, acho que parte da felicidade está no inconsciente coletivo...
-- ... (olhar desesperador)
-- Estamos quase chegando...
-- Obrigadaaaaa!
-- Quando eu tive a oportunidade não deixei esse país, e tinha um bom dinheiro, porque perdi 5 empregos de uma vez só, mas o que me prende aqui são minha meninas, elas acham que sou maluco às vezes, mas amo elas, são minha vida nesse país, só estou aqui ainda por causa delas...
-- ... (pensando que o "estamos chegando" ainda é longe)
-- Olha, tu pode nos deixar aqui nessa esquina, está perfeito. Obrigada.
-- Mas aqui na esquina, onde vocês moram, é perto, não vão andar as duas por aí, neh?
-- ...
-- Ah não, não, é bem aqui na esquina mesmo, obrigada.
-- Deixa eu tirar a mala pra vocês. Vou colocá-la do outro lado. Aqui, ótimo...
-- Obrigada, bom serviço. (agradecida pelo fim da verborragia)
-- Obrigada.

..........................................................................................

-- Pensei que não chegávamos nunca!
-- Que cara louco.

--...
--...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aeroporto em POA

Bem, acho que enfim esse post chegou, estou aqui em POA ainda, esperando o atraso do voo (claro, de novo), e aproveito, como nada tenho pra fazer, para escrever o post dessa viagem.

Estar hospedada na casa das irmãs Barradas foi algo especial. A pequena Mirian sempre com aquela carinha “blublu” dela e uma hora ou outra fazendo a caretinha que só ela sabe fazer... Elisa, minha querida formiga, pronta pra me agüentar por 5 dias. Pior, me agüentar com uma derrota do Inter, com um telefonema à meia noite pra me colocar no caminho certo...

Passear com a Mirian pelos edifícios antigos da UFRGS foi um prazer imenso, essa pequenina me mostrando detalhes de Porto Alegre que por vezes ela também não tinha visto. Acordar com a delicadeza dela andando pela casa de manhã ou às 3 horas da madruga; ver a carinha dela de cansada no passeio pela Redenção depois da festa à noite... As “conversas” em casa quando estávamos sós... A sopa... Tudo incrível.

Elisa, que muitas vezes já me “escutou” no msn compartilhou comigo algumas horas do seu dia. Pudemos conversar alguns momentos entre uma pausa e outra em seu raciocínio nos compromissos acadêmicos e dar uma ou outra risada. Elisa programou o passeio pela linha turismo (linha sul) e a fizemos no sábado – passeio lindo, e na companhia delas então mais bonito ainda. Sempre com seu jeitinho Elisa de ser.

Conhecer a Carol e a Pri foi outro marco nessa viagem. Jantar maravilhoso em São Leopoldo e saber que podemos visitar amigos que parecem distantes é reconfortante. Comida e companhias desfrutadas a volta pra POA foi outra diversão como já contada em post devido.

Domingo, o grande e esperado passeio pela Redenção com a presença da Mine e da Grazi (sim ela fala engraçadinho meesmo – mas é lindo). Mine, com aquele jeitinho de sempre, com aquele sorriso de sempre, com aquele par de olhos que nos contam tanto sobre ela. A sala ao lado ficou bem pertinho e foi ótimo poder escutar o som da sua voz bem ao meu lado. Grazi, grande Grazi, foi um prazer enorme ter sua companhia, foi uma honra conhece-la e poder fazer um book com você foi muito divertido.

Porto Alegre (POA) foi bom, ou ainda está sendo, visto que ainda estou por aqui. Foi interessante constatar que em POA, nos finais de semana, as pessoas põe sua térmica embaixo do braço, preparam seu chimarrão e saem pelas ruas como se estivessem em casa. Aliás, nunca tomei tanto chimarrão em minha vida e a saudade da minha avó Aida apertou por uns momentos.

Vamos terminando pois já se faz longo esse post. Acho que ainda terei outros pra postar de coisas que quero falar sobre POA. Mas farei aos pouco, acho que pra saborear cada coisa a seu tempo. Quero apenas agradecer mais uma vez à todos que me receberam com carinho por aqui, e principalmente às queridas Barradas que, mesmo tendo seus afazeres mega atrapalhados por essa visitante fora de época, se dispuseram a me receber e cuidar para que tudo estivesse bem. Não vi a “avalanche” no jogo do grêmio, mas estive com amigas maravilhosas. Obrigada!

sábado, 20 de junho de 2009

ET como guia


Fazer turismo é bom. Passear com os amigos e compartilhar da presença deles é muito bom.
Depois de almoçar com a Elisa no shopping fiquei com a Mírian a "passear".
Primeiro uma compra de ingresso que parecia um prêmio super mega esperado. Depois um doce no café da livraria e aí o passeio pelo qual eu pedi.
-- ET, você me leva pra ver os prédios da UFRGS?
E foi o que eu fiz, com uma alegria imensa por ver os prédio antigos e a constatação de que eu nõ fiz arquitetura por conta da matemática.
Não escreverei muito, porque quero guardar algumas emoções para o texto final dessa viagem.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Passeio a São Leopoldo


Minha postagem de número 321 contará pra vocês uma coisa deliciosa. As aventuras de São Leopoldo.

Quase oito da noite, essa que vos fala sai de casa acompanhada pela sua guia mega excelente Mirían. Essa me deixa no mercado, na estação do trem. Sim senhores, no trem. Depois de comprar o bilhete devido pela bagatela de R$1,70 (não tenho certeza por conta da ansiedade que tomava meu ser) passei a roleta e pedi pra Mírian me ligar quando chegasse em casa - pura coisa de irmã mais velha - pra ter certeza que havia chegado bem, fiquei só dentro da estação e aí muitas coisas se passaram.

Quantos anos não andava de trem? As viagens pra Morretes na infância eram muito divertidas e eu lembro com clareza de uma delas em que o Tio Neto fez aviõezinhos pra gente jogar pela ponte e ver qual chegava primeiro lá embaixo (claro que não dava pra ver, já que o trem continuava sua jornada e perdíamos a ponte muito antes deles chegarem ao fim), dos gritos nos túneis com sorrisos no rosto pela tremenda diversão, e o encontro com o povo lá embaixo...

Dessa vez, ao fim da linha (exatamente ao fim da linha) estava não meus avós ou tios esperando, mas amigas que aprendi a conhecer nesse mundo virtual... A expectativa pela chegada do trem aumentava a cada instante, que pareceram muitos, apesar de serem poucos. Entrei no trem e ele começou a mover-se com barulhos típico de um trem, mas vou te dizer, não lembrava que era tão barulhento...

Em 40 minutos, aproximandamente, eu e meu livro estávamos na estação de São Leopoldo na espera de que a Carol me ligasse. Conhecer a Carol foi uma experiencia muito legal, pois aquela loucura da nossa conversa pelo msn tornou-se a loucura da nossa conversa ao vivo. Uma diversão absoluta. As duas espirituosas o suficiente pra rir de tudo. Depois de andar uma quadra por São Leopoldo já havia conhecido a cidade toda (risos) e fomos encontrar nossa "gerente de operações" Pri. Priscila, a moça de um sorriso encantador e que eu conheci também por ler seu blog. Diversão garantida, três mulheres rindo e conversando como se conhecessem a tempo. Meninas, EU ADOREI o encontro, obrigada por me receberem. Depois do jantar, Carol e seu valete me vieram deixar em "casa".

Uma aventura à parte que terminou depois de mais de uma hora em busca da rua certa e um telefonema que acordou a eficiente Elisa pra nos dizer onde estávamos e nos por (mais uma vez) no caminho certo.

O que posso dizer sobre a aventura de ontem e que fiquei muuuuuuito feliz. Obrigada meninas.